Janeiro 10, 2008

A maldição do agregador de feeds, conectado mas não muito e outras histórias

Postado em Comentários e Blogroll por Marcelo

A Lorelle no Blog Herald diz que tem que comentar mais. Eu também tenho. Embora leia bastante blogs, a maldição do feed rss é muito forte; ou melhor, a maldição do leitor de feeds. Leio um post legal, passo para o outro com um simples movimento do mouse ou do teclado, e todas aquelas idéias de comentários de alguns segundos atrás evaporam como um passe de mágica. O problema é que isso não tem muita solução. Eu abro o feed para o blog muitas vezes, mas aí eu automaticamente volto para o Google Reader e acontece a mesma evaporação citada anteriormente. Seriam os agregadores de RSS inibidores neurais para comentários ou eu sou relaxado mesmo?

Comento mas não invento (muito)

De qualquer maneira, esse post é uma volta aos comentários sobre outros posts em outros blogs, mas feitos no meu blog. Como já disse no meu manisfesto a favor da rastreabilidade da informação na blogosfera, acho essa forma ótima para fazer com que as conversas fluam nesse mar de blogs, ao invés de ficar fechadas em apenas um post. Além do que há a troca de links, que acho uma forma interessante de “premiar” (para quem está preocupado com rankings e coisas do tipo” um bom argumento. Falando nisso, achei muito bótimo o texto do Marmota sobre como comentar comentários. Confesso que tenho um padrão caótico para as respostas, que tem muita a ver com meu estado de espírito no dia que leio o mesmo. Comento no post e envio um email com o mesmo texto, comento no post, e envio um email melhorado, não comento, apenas envio um email, tudo depende. Voltando ao post do Marmota, concordo em gênero, número e grau com as colocações dele sobre os movitos de trabalhar muito comentando por e-mail. No entanto, um dos problemas é que a informação, o debate, que pode talvez itneressar a outros leitores do post, acaba ficando restrita a duas pessoas. Bem não se pode querer tudo.

Brasil conectado… à que?

O Juliano Spyer acha o fato de o brasileiro navegar mais na internet não quer necessariamente dizer que ele está navegando com razões. Concordo plenamente. Consigo visualizar pitilhões de brasileiros sentadinhos na frente de seus computadores….. gastando um tempo danado arrumando seus perfis de orkut, falando bobagens no MSN, procurando pelas fotos peladas da gostosa do momento ou simplesmente tentando entender como funciona esse negócio chamado PC (o tempo jogado fora no Twitter não conta; embora o mesmo cresça exponencialmente, ele ainda se restringe à minúscula categoria de nerds como eu). Como o Juliano comenta, pode ser que ler, que é bom, nada né. Ou melhor, ler algo diferente de miguxês ou português escrito errado. Platão, anyone?

Compatibilidade eletromagnética (ou “desde quando meu bisturi elétrico sintoniza a Jovem Pan?”)

O Silvano, como sempre, presta um serviço à população indicando que celulares podem causar interferências em equipamentos médico-hospitalares. É incrível a gama de histórias que já ouvi de fabricantes e colegas engenheiros clínicos sobre o descaso das pessoas, e mesmo das instituições, com relação à esse problema. Um exemplo clássico é o de médico operando um paciente e atendendo um telefone no meio da cirurgia.

Na verdade, o 1,5 m que o Silvano cita não é realmente válido na prática. O que acontece é que os equipamentos, por força do processo de certificação no Brasil, devem ser ensaiados com relação à compatibilidade eletromagnética. O problema é que, além do fato dos ensaios serem feitos meio nas coxas, a norma utilizada, como toda norma, coloca requisitos mínimos, que na verdade deveriam ser modificados para simular o ambiente real de utilização, mas não são. Portanto, os ensaios não refletem o ambiente atual de campos eletromagnéticos mega-potentes existentes nas cidades do mundo, devido não só a celulares como a outros aparelhos e tecnologias de transmissão (redes wi-fii, por exemplo). O que é necessário, e o posto do Silvano tem essa finalidade, é conscientizar pessoas e instituições do problema.

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    Um comentário

    1. Silvanoc Vilela diz:

      Seguir comentários por meio de um post, presenteia com um link, gera conteúdo para quem iniciado em outros blogs, proporcionando ao leitos uma melhor visão sobre o assunto que está sendo debatido.
      É salutar esta seqüência de conversa, proporciona até mesmo ao autor do post inicial uma “contraprova” do tema abordado.
      Assim leitores começam a enxergar nesta troca de experiências, uma maneira de controle por outros escritores, sobre o que o “seu blogueiro” escreve. Desta forma até mesmo leitores “paraquedistas” poderiam ver neste local, que ele foi despejado pelo super, hiper, mega, pawer, google um local onde uma opinião externa foi aceita, e discutida, agregou-se valor e gerou confiança.
      Obrigado ao Marcelo pela opinião e informações.

      Janeiro 10, 2008 em 20:44

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