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Setembro 6, 2007

Lançamento do livro Conectado, do Juliano Spyer





Ontem fui ao lançamento do livro Conectado - O que a internet fez com você e o que você pode fazer com ela, do Juliano Spyer, na Livraria Cultura da avenida Paulista. Como dá para notar pela foto, o auditório/teatro ficou lotado. Houve um debate, “Quem comanda a internet - amadores ou profissionais?”, com a participação de Alexandre Matias (Link-Estadão) e Luli Radfahrer (ECA-USP).

A discussão foi interessante, com a tentativa do Juliano de fazer um desdebate ou despalestra, tirando um pouco o foco dos três debatedores e deixando a platéia fazer a maior parte das intervenções. A conversa descambou demais para problemas de capitalismo x qualquer outra coisa (eu não entendo como esse pessoal acha que viveria sem que alguém fabricasse papel higiênico - limpariam a bunda com urtiga?), mas no geral foi proveitosa. Faltou, obviamente, tempo.

A fila para os autógrafos, sim, foi demorada.

A livraria fechou, as luzes se apagaram, e nós ainda lá. Blogueiros, principalmente: A Lúcia, o Fugita, o Markun, a Roberta, o Nélson , o Jeff, o Interney (ou seria Edney?) e mais gente.

Cá entre nós, o Twitter está criando viciados. O Fugita e o Pedro Markun são dois deles. Até sugeri que o Pedro postasse o livro inteiro no Twitter (só porque o Luli havia dito antes que iria escanear a versão bootleg do draft do livro e vender no ebay), mas ele achou melhor não pois talvez fosse demorar, ainda mais com a limitação de 140 caracteres. De qualquer maneira, olha só o espanto da criança com sua própria agilidade na arte da twitterização:

E olha todo mundo twittando aí minha gente (só não perguntem como a Lúcia estava twittando a partir de uma câmera fotográfica - deve ser uma icamera):

Como é de praxe, depois do evento fomos para um Choppcamp. O bar chama-se Exquisito, e seu conceito é melhor entendido por um dos pôsteres que decoram as paredes (notem os diversos espelhozinhos, na época não existiam espelhos compridos, então você comprava uma monte de pequenininhos e colocava lado a lado):

Uma fotinha dos blogueiros discutindo, comendo, twittando, ou seja, fazendo o que se espera deles (e o Edney sempre com o sorriso dele, esse cara adora sair bem na foto :)):

Ah, e descobri que o Pedro é ainda mais viciado no Twitter do que eu imaginava, olha só os twitters na mochila dele (esse é mais um exemplo de twitters analógicos :)):

Bem, o release do livro pode ser visto no blog do mesmo, que inclusive se propõe a ser o canal de discussão do livro e continuidade das idéias expostas: http://www.naozero.com.br

O Gilberto Jr fez alguns comentários do livro na semana passada: http://desta.ca/pratica/2007/09/04/conectado-de-juliano-spyer/

Ah, o Tiago Dória, que também estava lá no evento, fez uma entrevista com o Juliano que pode ser lida aqui!

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Março 3, 2007

Análise: Blog - Entenda a revolução que vai mudar seu mundo, de Hugh Hewitt

Blog - Entenda a revolução que vai mudar seu mundo

Classificação: 4 de 5

Autor: Hugh Hewitt

Ano: 2007

Categoria: Blogs

Editora: Thomas Nelson Brasil

Preço: 34,90

ISBN: 9788560303090



"Este é um livro sobre confiança; sobre como a mídia antiga - a mídia hegemônica - perdeu essa confiança e como a nova mídia a está consquistando."

Esse é um resumo em uma linha do livro "Blog - Entenda a revolução que vai mudar seu mundo", de autoria de Hugh Hewitt (http://hughhewitt.townhall.com/), que a Thomas Nelson Brasil publicou no Brasil. O livro foi publicado originalmente nos Estados Unidos em 2005 com o título "Blog: Understanding the Information Reformation That's Changing Your World".

Segue uma análise com comentários por capítulo.

O capítulo 1, "Infestação Blogueira e tempestades de opinião", mostra o "poder" dos blogs ao rastrear o fluxo de informações de 4 eventos que o autor considera "pedras fundamentais" na transformação de blogs em mídia de credibilidade - a queda do senador Trent Lott, líder da maioria do senado americano, após um comentário que indicava que ele era contra o fim da segregação racial e da igualdade de direitos civis nos EUA; os problemas do New York Times colocados à mostra com a descoberta de que um seus repórteres forjava histórias; as mentiras do candidato à presidência John Kerry; e o escândalo Rathergate. Todos esses eventos têm em comum o fato de que a blogosfera teve papel fundamental em sua resolução, seja provando a existência de documentos
forjados ou colocando as opiniões de funcionários sobre um editor considerado tirano. Gostei bastante da forma como Hewitt rastreou o fluxo da informação, incluindo aí datas e horas de postagens - e que só foi possível pois a maioria dos blogs possui tal informação. Obviamente, uma vez que o próprio Hewitt é blogueiro e participou dos 4 eventos, ficou mais fácil para ele fazer esse rastreamento.Uma outra informação que achei bastante interessante foi o artigo, reproduzido no livro, sobre "guerras em rede" e "técnicas de infestação" e que pode, segundo o autor (e eu concordo com ele), ser aplicado a qualquer tipo de conflito e competição.

O Capítulo 2 , "Primeira reforma e a reforma da informação", coloca as bases para a discussão da troca de confiança entre mídias ao fazer um paralelo entre o que está acontecendo atualmente com a mídia tradicional e a mídia de blogs e a reforma protestante de Martinho Lutero, onda a invenção dos tipos móveis por Gutenberg foi a pedra fundamental, pois permitiu a distribuição de informação (no caso, da bíblia e das teses de Lutero) para a maioria da população, ao invés de ficar confinada à igreja e seus membros. A meu ver, esse capítulo nada mais é que uma revisão histórica. Ainda bem que é pequeno :-)).

O Capítulo 3, "Uma breve história do texto", é uma rápida história do texto e do começo da blogosfera terminando com uma pesquisa que diz que dos pouco mais de 4 milhões de blogs estimados existirem em 2004, a grande maioria (66 %) eram abandonado. De qualquer forma, 50 mil blogs eram atualizados diariamente, os quais o autor citou como os novos "jornais" da nova mídia (interessante o argumento dele, dizendo que blogs mais atualizados lembram mais os jornais da mídia tradicional, ou seja, um meio de comunicação com atualização "diária" (no caso de jornais) com um editor de conteúdo (no caso dos blogs, o próprio dono do blog - nunca havia pensando dessa maneira, mas acredito que o autor tem razão).

O Capítulo 4, "A cidade tem um novo xerife", é principalmente uma compilação de informações retiradas do estudo "The State of The News Media 2004", www.stateofthenewsmedia.org. O capítulo serve para demonstrar a queda na audiência de mídias tradicionais como jornais, revistas e canais de televisão e o aumento na audiência da internet e do rádio (mas no caso do rádio, esse aumento de audiência é seletivo e por nichos). Um ponto que achei interessante, e que o autor citou apenas em uma frase, é que internet e blogs são tecnologias e meios de publicação recentes. Mesmo assim, a audiência de blogs já é maior, por exemplo que a maioria dos jornais dos EUA. E, por ser recente, só tende a crescer. Outra coisa que não foi citada no livro mas que acho pertinente é o fato de que uma pessoa sozinha, ou uma pequena equipe, por ter uma audiência igual ou maior que uma mídia que emprega diversas, senão milhares, de pessoas.

O Capítulo 5, "O fracasso da mídia hegemônica e para onde foi o seu público", mostra um pouco do problema de formação de pessoal no mundo da mídia tradicional, onde visões políticas e de mundo são perpetuadas através de contratações de novos jornalistas que têm uma visão em comum com a do editor, fazendo assim com que as opiniões de certos meio tornem-se "coletivas" ao invés de individuais; outros exemplos interessantes são os relacionados à blogs terroristas e blogs de fé. O que mais me chamou atenção, no entanto, foi a discussão sobre como a "informação confiável", hoje em dia, tornou-se dependente de um fator temporal ("informação confiável recente"), fazendo que que a mídia tradicional sempre pareça atrasada em relação às notícias que dão.
Eu mesmo sou um exemplo disso, como muitos outros: quase não leio mais jornais impresso, preferindo ler feeds (inclusive de notícias online desses mesmo jornais). Não gostei muito do aspecto "formador de opinião" desse capítulo, mas como o mesmo é justamente sobre esse assunto, o autor está de parabéns por "aplicar" a discussão ao invés de apenas discutí-la.

O Capítulo 6, "Porque os blogueiros blogam, e porque isso interessa a você", possui o título que achei mais interessante no livro como um todo - se o título do post é a principal informação no caso de um blog, esse seria um ótimo título para um post. O livro declara que há duas razões para blogueiros blogarem: para convencer e deixar um registro. Não concordo totalmente com isso, a menos que convencer possa ser expandido para diversos significados (por exemplo, marketing pessoal é uma forma de convencer alguém de sua expertise). Outro ponto muitíssimo interessante é que o capítulo fala sobre o background de alguns dos maiores blogueiros citados no livro: todos especialistas, muitos advogados, economistas, professores respeitados - o tipo de background esperado de um formador de opinião. Fica mais claro o porquê da blogosfera americana ter atualmente uma grande influência, diferentemente, a meu ver, da blogosfera brasileira (mas essa discussão vai para outro post).

Embora curtíssimo, achei muitíssimo engraçado o Capítulo 7, "Criando uma defesa", que começa a parte do livro dedicada à blogs corporativos. Simplesmente porque o autor tenta passar (e para quem não sabe do que ele está falando, acho que consegue passar) um alerta paranóico acerca de "infestações blogueiras" e "tempestades de opinião", descrevendo rapidamente a necessidade de um plano de defesa contra esses eventos (e fazendo comparações com os problemas naturais como terremotos, furações, etc).

Outro título interessantíssimo no Capítulo 8, "Explorando o novo meio: Entrando em contato com seu blog interno". Curto e grosso, fiz que todo mundo deveria estar blogando, tanto o presidente, quanto o gerente, quando o empregado. Nuff´said.

Os Capítulos 9, "Blogando você, seu produto ou sua organização para o mundo", Capítulo 10, "Encontrando para o blog de sua organização" e o Capítulo 11, "Há muito tempo para começar", falam de marketing na blogsfera e de como há sempre oportunidade de começar a utilizá-la. Não vi nada de novo na discussão, portanto nem tenho o que comentar (talvez fosse novo em 2004, mas não hoje).

O penúltimo, Capítulo 12, "Uma dúzia de blogs que eu criaria se fosse …", é interessante pois dá idéias de criação de alguns sites. Por exemplo, o autor diz que se fosse um corredor (e ele é) ele criaria um blog falando do vício da corrida, para tentar influenciar mais pessoas a correr. Bem, ele não criou tal blog, portanto a idéia talvez não tenha sido tão boa assim :-).

O capítulo 13 "Começando: a tecnologia", também não traz nada de novo: qualquer um pode começar um blog. OK.

O livro possui também dois apêndices, um sobre os primeiros textos produzidos pelo autor do livro sobre blogs, principalmente sobre o crescimento de blogs, e outro com comentários dos leitores do blog do autor sobre algumas perguntas que ele fez relacionadas à blogosfera, na seção "História Oral da Blogsfera".

Conclusão final da análise:

É ótimo ter mais um livro sobre blogs no Brasil, para fazer companhia ao livro Blog Corporativo do Fábio Cipriani (claro que há mais alguns livros, mas não os vejo como livro sobre blogs como eles são hoje em dia).

Um dos problemas de ter um livro internacional traduzido para o Brasil é que a velocidade de transformação da blogosfera, que é inerente à sua natureza, faz com que livros de mais de um ano ou dois (que é o caso deste) possam estar com conceitos ultrapassados. No caso do livro em questão, várias vezes senti que lia a mesma coisa novamente (mas talvez isso aconteça pois eu me considero um estudioso de blogs e leio bastante coisa a respeito).

No geral, contudo, achei o livro muito bom, leitura interessante para qualquer blogueiro, principalmente para iniciantes, e também para quem não sabe o que é um blog. É uma pena que o livro seja muito americano (nem podia ser de outra maneira pois fala da blogosfera americana - mas o problema é você seguir alguns raciocínios sem ter participado da blogosfera americana ou se não é muito ligado a alguns tipos de assunto, principalmente política americana).

Também achei muito bom pois era um livro que eu queria ler, estava inclusive na minha lista de comprar, e agora já saiu dela :-)).

Parabéns à Thomas Nelson do Brasil pela iniciativa, e espero que ela ou outras editoras sigam esse caminho de publicação de livros sobre blog no Brasil, pois, como o livro de Hugh tenta transmitir, não há volta, a blogosfera está aí para ficar.

Bem, alguns livros que eu gostaria de ver traduzidos no Brasil (fica a dica para as editoras):

Blogging for Business: Everything You Need to Know and Why You Should Care

Clear Blogging: How People Blogging Are Changing the World and How You Can Join Them

Blog Rules: A Business Guide to Managing Policy, Public
Relations, And Legal Issues

Esses aqui eu já li mas acho que seriam interessantes também:

Blogging For Dummies (For Dummies
(Computer/Tech))

Buzz Marketing with Blogs For Dummies (For Dummies
(Business & Personal Finance))

The Corporate Blogging Book: Absolutely Everything You Need to Know to Get It Right

Tags:

Compare Preços de: computador, Pentium D, Dual Core, Core2Duo, iMac, iBook no JáCotei.

Março 3, 2007

Uopppppp! Falha nossa - Análise: Blog - Entenda a revolução que vai mudar seu mundo, de Hugh Hewitt

Esse plugins ainda me matam….

Estou escrevendo uma análise do livro “Blog - Entenda a revolução que vai mudar seu mundo, de Hugh Hewitt”. Deu lagum tipo de pau no pugin “Structured Blogging”, que uso para análises e reviews, e publiquei sem querer o texto incompleto. Eu apaguei, mas se alguém viu pelo feed e quiser ler, devo publicar o texto completo até amanha. Desculpem a nossa falha!

Compare Preços de: MP3, iPod, celulares, notebooks, câmeras no JáCotei.

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