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Agosto 28, 2007

Por uma rede de profissionais blogueiros

Aproveitando a discussão de redes no Blogcamp, postei uma mensagemn na lista Blogosfera que reproduzo aqui:

Ando pensando há algum tempo em criar algum tipo de rede, comunidade, ou o que quer q seja o nome atual, de blogs com características semelhantes às seguintes (que derivam dos objetivos do meu blog de Eletromédicos - www.eletromedicos.com):

- escrito por profissional, no sentido “engenheiro/arquiteto/advogado/etc” da coisa;

- um dos objetivos seria o de estabelecer sua marca profissional / estabelecer-se como especialista de sua área;

- para tanto, outro dos objetivos teria que ser a vontade / desejo / etc de disseminar informações da experiência na área, ou do dia a dia do profissional, ou de coisas semelhantes;

- o alvo seria o público que necessita obter informações confiáveis de tópicos técnicos de certas áreas, ou que estudam na área, ou etc;

- um ponto que acho que algo desse tipo deveria fornecer é uma infra estrutura que possibilite à esse tipo de profissional (que no geral vem de uma área não ligada à computação, internet, etc)preocupar-se primordialmente com o conteúdo; alguém ou alguéns (mas sei lá quem
no momento) ficariam responsáveis por outras facetas do negócio;

- para deixar bem claro, a prioridade deveria ser ganhar dinheiro de forma indireta com o blog, não por visitação (ou seja, adsense e outros). Os blogs usariam adsense e outras formas de monetização pertinentes, mas para outros fins (nem que seja para pagar um webdesigner, sei lá).

Bem, essas são idéias gerais do que eu gostaria de fazer.

Se alguém estiver nesse mesmo barco e interessado, mesmo que para trocar informações, favor entrar em contato.

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Abril 25, 2007

Gerenciamento de riscos de seu blog - Parte 3

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Esta é a terceira parte da série “Gerenciando os riscos de seu blog”.

A primeira parte, introdutória, p ode ser vizualizada no seguinte link: Parte 1.

A segunda parte, com uma explicação dos conceitos relacionados, pode ser vizualizada no seguinte link: Parte 2.

Bem, depois de muito enrolar, vou apresentar uma visão geral do processo de gerenciamento de risco, aplicado à blogs:








Análise de risco
- especificações do blog e identificação das características que podem causar impacto à saúde
financeira de seu blog
- identificação de perigos
- estimativa dos riscos para cada situação perigosa

Avaliação de risco
- decisão sobre a aceitabilidade dos riscos

Controle de risco
- análise de opções de controle de risco
- implementação de controles de risco
- avaliação do risco residual
- aceitação do risco global

Lindo, não? :-))

De qualquer maneira, esse é o processo a ser seguido para realizar o gerenciamento de risco (também dei uma simplificada para ficar mais fácil, como estou fazendo com o resto das coisas). Como dá para ver, o processo engloba a análise, avaliação e controle de risco (definição de gerenciamento de risco, ver Parte 1).

Vamos então à explicação de cada ponto.

A avaliação de risco é o passo inicial, onde todos os perigos relacionados à situação financeira do blog devem ser identificados e os riscos das situações perigosas relacionadas aos perigos são estimados (ver Parte 2 para uma explicação desses conceitos).

Para que seja possível fazer tal identificação, é necessário saber exatamente as especificações do blog (e quando eu digo especificações, não pense apenas: o meu blog serve para ganhar dinheiro! O que eu quero dizer é: quais as formas de ganhar dinheiro? Como funcionam? De que dependem? Qual a estimativa de rendimento? Ou seja, isso pode ser visto como uma especificação técnica - iguais àquelas de equipamentos - de seu blog; quanto mais complexa e detalhada for a mesma, melhor seu gerenciamento de risco) e as características relacionadas à segurança financeira do mesmo, e isso deve ser feito de maneira sistemática e completa. Porquê é necessário ser tão metódico?

Bem, só é possível saber que algo pode dar errado se você souber o que deveria ser o certo. Em outras palavras, você consegue saber que as coisas estão funcionando de acordo com as especificações se você souber quais são as especificações; nesse caso, qualquer outra situação diferente da esperada é um perigo em potencial.

Isso pode parecer teórico/conceitual demais, portanto vamos ilustrar imaginando a seguinte situação:

Você identifica que uma das especificações de seu blog é rodar apenas no Firefox (sem entrar em discussões). Você nem se preocupa com o IE. Portanto, se alguém acessar o seu blog utilizando o IE e ver uma tela que mais parece um desenho cubista, para você não há problemas pois você não espera que seu blog rode no IE. Agora, se a especificação é rodar em qualquer browser (o que me parece mais comum), quando a pessoa acessa com o IE e não vê bulhufas, a especificação não está sendo seguida (você por acaso testou no IE? :-))

Um ponto aqui precisa ficar bem claro: esse exemplo, e muitos outros, podem ser chamados de “senso comum” ou “bom senso”. No entanto, há muitas outras situações que são quase tão óbvias e que passam despercebidas se você não parar para pensar nelas. A idéia geral por trás do processo formal de gerenciamento de riscos é justamente isso: pensar em todas as situações possíveis e razoavelmente previsíveis de forma sistemática, ao invés de levar em considerações apenas as situações mais óbvias.

Para finalizar este post, a identificação das características que podem causar impacto à saúde financeira de seu blog está diretamente relacionadas às especificações do blog. Das diversas especificações que você fará (e eu espero que sejam feitas muitas, senão o gerenciamento de risco vai ficar xoxo), não cumprir, ou não seguir, algumas delas pode ter impactos na saúde de seu blog. E é justamente essas que serão o alvo principal da próxima etapa.

A seguir, identificação de perigos e estimativa dos riscos para cada situação perigosa.

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Abril 18, 2007

Gerenciamento de riscos de seu blog - Parte 2

serieriscos.jpg

Esta é a segunda parte da série “Gerenciando os riscos de seu blog”. A primeira parte, introdutória, pode ser vizualizada no seguinte link: Parte 1.

Antes de continuar, queria deixar claro que esse série é uma visão de como se fazer um gerenciamento de risco bem simples, acessível a qualquer um. Portanto, não venha reclamar da falta de partes de um processo real ou do fato de que não vou explicar o que é um FMEA, um FTA ou um HAZOP. Se quiser algo completo, compre um livro sobre o assunto.

Voltando: como já coloquei antes, o gerenciamento de riscos é um processo sistemático a ser seguido de modo que os riscos inerentes à seu negócio/produto/processo/serviço, etc, no nosso caso seu blog, sejam analisados, avaliados e controlados. Lembrando da motivação dessa série (o meme sobre o que aconteceria se a propaganda em blogs fosse extinta de uma hora para a outra) fica claro que a perda de propaganda é um perigo à saúde financeira de um blog. Contudo, não é o único perigo. E mesmo a perda de propaganda possui diversos níveis de risco relacionados. O que eu quero dizer com isso?

Utilizando as definições que coloquei na primeira parte, um perigo é uma fonte de dano. Só que o perigo, por si só, não causa dano. É necessário que, através de uma sequência de eventos (há uma probabilidade aqui), seja criada uma situação perigosa, e, se essa situação perigosa se concretizar (há uma probabilidade aqui), um dano de uma certa gravidade ocorrerá. O risco é justamente a combinação dessa probabilidade (embora existam duas probabilidades, para simplificar seria interessante utilizar uma ou outra, e não as duas juntas) com essa gravidade. E, como dá para imaginar, um único perigo pode possuir diferentes níveis de risco, dependendo da probabilidade e gravidade.

Acho que alguns exemplos da vida real podem tornar mais fácil a visualização (para esses exemplos, vamos dizer que a perda, de alguma maneira, dos rendimentos do Adsense é o seu perigo):

Perigo

Sequência
de eventos

Situação
perigosa

Dano

Perda dos rendimentos do Adsense

O governo americano fecha o Google

A internet deixa de existir

Não existe mais “online”, portanto, como você vai ganhar dinheiro
desse jeito?(dano grave/permanente)

Perda dos rendimentos do Adsense

Você coloca conteúdo proibido no seu blog

O Google percebe que você colocou conteúdo proibido

O Google bane você do Adsense (dano médio/permanente - mas você pode
se utilizar de outras formas de monetização )

Perda dos rendimentos do Adsense

Seu host está com problemas de sobrecarga por causa do tráfego

Seu blog passa a maior parte do tempo offline

Seu lucro passa a cair vertiginosamente (dano médio / temporário –
até você trocar de host)

Embora o primeiro exemplo seja absurdo, perceba que, mesmo a gravidade do dano sendo a maior possível, podemos considerar que o risco é nulo pois a probabilidade da situação perigosa ocorrer tende a ser nula (ou a probabilidade da sequência de eventos se tornar uma situação perigosa é nula - escolha uma para simplificar). No segundo caso, a situação é mais provável, portanto o risco seria o maior; no terceiro caso, o risco seria menor que o anterior.

Eu havia dito que colocaria uma visão geral do processo neste post, mas achei melhor esclarecer esses conceitos básicos antes. Como não quero deixar o post muito longo, prometo que na próxima parte iniciarei a explicação do processo. Até lá!

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Abril 17, 2007

Gerenciamento de riscos de seu blog - Parte 1

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Um post do Blog Verde comentou um meme iniciado pelo Pimenta com Dendê fez-me pensar em como é engraçado a intersecção de conceitos nas mais diversas áreas. O foco principal de meu trabalho no mundo “real” :-) é no gerenciamento de riscos de produtos para a saúde e equipamentos médicos. Lendo o post do Rafael pensei: já que, na minha opinião, seu blog é seu negócio/produto (principalmente se você quer viver disso), porque não implementar um gerenciamento de riscos de seu blog?

Para quem não sabe, gerenciamento de riscos é basicamente o seguinte: todo negócio / produto possui riscos inerentes em seu ciclo de vida. Esses riscos podem ser riscos de implementação, risco de manutenção, riscos de venda, etc. Mas no final esses riscos querem dizer, no geral: coisas que podem dar errado. Uma empresa pode no geral ter duas posições em relação à esses riscos: não fazer nada e ser surpreendida quando os mesmo ocorrerem (e com certeza topmar muitos prejuízos) ou então, conhecer os riscos e portanto preparar-se apra eles. Não deve ser muito difícil perceber qual maneira é a melhor :-).

Anyway, o gerenciamento de riscos é:

“a aplicação sistemática de políticas, procedimentos e práticas de gerenciamento às tarefas de análise, avaliação e controle de risco”

Essa definição veio da “ABNT NBR ISO 14971, Produtos para a saúde - Aplicação de gerenciamento de riscos em produtos para a saúde”. Mas ela taqmbém serve para o gerenciamento de risco em qualquer outra situação (pense um pouco e perceba o que estou falando), e portanto citei-a, pois é a definição com a qual estou mais familiarizado.

Como aplicar os conceitos de gerenciamento de riscos à seu blog (como negócio/produto)? Essa é a pretensão dessa série de posts que publicarei sobre o assunto.

Inicialmente, é importante estaelecer algumas terminologias iniciais (e todas são adaptações que eu fiz à realidade de blogs):

- dano: prejuízo à saúde financeira de um blog;

- perigo: fonte potencial de dano;

- situação perigosa: circunstância em que um blog está exposto à um ou mais perigos;

- blogueiro: pessoa responsável pelo projeto, construção e manutenção de um blog;

- risco: combinação da probabilidade de ocorrência de um dano e a gravidade (à saúde financeira) de tal dano;

- análise de risco: utilização sistemática de informações disponíveis para identificar perigos e estimar riscos relacionados ao blog;

- controle de risco: processo de decisão e implementação de controles de risco para reduzir ou manter o risco em níveis aceitáveis;

- risco residual: risco que permanece após a implementação dos controles de risco.

Na próxima parte desse série, mostrarei uma visão geral do processo e começarei a explicar suas partes.

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Março 30, 2007

10 formas de se utilizar um blog

Via no site da Lorelle um link para o seguinte post:10 Practical Ways to Use a Blog, no blog Blogopreneur. Uma compilação muito interessante de formas de se utilizar um blog. Meus comentários com relação à cada uma:

1) Blog pessoal: é o conhecido “diário pessoal” adorado por muitos e odiado por muitos também. Blogs de “miguxas” são dessa forma, e talvez por isso sejam tão odiados atualmente :-)). De qualquer maneira, estatisticamente falando a maioria dos blogs deve ser desse perfil. Lembro apenas que não é por ser pessoal que você pode fazer qualquer coisa nele. Lembre-se, ainda mais por ser pessoal, ele mostra claramente quem você é, e seria bom você tomar um pouco de cuidado com sua reputação.

2) Blog sobre algum interesse profissional: esse é o tipo de blog que mais me entusiasma atualmente, vide meu blog sobre equipamentos eletromédicos. A idéia de que é possível ter informações de especialistas em determinada área ao alcance de um clique parace-me o supra-sumo da era da informação. É também uma ótima oportunidade de demonstrar ao mundo seu conhecimento e experiência. Só tome cuidado para não falar muito abobrinha pois do contrário sua credibilidade vai para o lixo.

3) Blog / website para sua empresa: a utilização do momento no segmento “blog corporativo” está totalmente relacionada ao conceito de marca. Divulgue sua marca na internet. Comunique-se com seus clientes de forma transparente com o objetivo de fidelização. Cire Crie uma progapanda propaganda viral através de depoimentos de clientes sonre sobre sua marca. E vai por aí. Embora no Brasil essa prática seja menos utilizada que em outros países, não consigo ver em um futuro próximo uma empresa conhecida sem um blog. Você também pode utilizar seu blog como seu único website, graças à possibilidade de várias ferramentas de blog poderem ser usadas como CMS (sem gastar uma fortuna).

4) Currículo online: sinceramente, acho que todo blog escrito por uma pessoa é um currículo online. Ele pode não possuir todas as informações de um currículo normal, mas com certeza é mais realista que um pedaço de papel que mostra nome, endereço, etc. Sugeriria, portanto, colocar uma página específica com seu currículo em seu blog, se houver necessidade de tais informações estarem online.

5) Publicar uma newsletter: é engraçado, antes falava-se que blogs seriam a morte das newsletter, e agora até utiuliza-se newsletter dentro de blogs (faço isso em meu site sobre equipamentos eletromédicos). De qualquer maneira acho totalmente válido, como forma inclusive de angariar e manter novos leitores, se houver um conteúdo diferenciado do blog na newsletter. Muita gente hoje em dia fala que tem uma newsletter mas ela nada mais é que uma compilação de posts do blog. De qualquer maneira, sugiro utilizar o Zookoda, gratuito, para fazer sua newsletter.

6) Uma plataforma de comunicação (interna?) para empresas: outra forma de utilização que gosto muito, na verdade voltei a blogar pois implementei um blog interno para gerenciamento de conhecimento no laboratório onde trabalho. Seja para tal fim ou para outros, como por exemplo comunicação interna entre departamentos, essa utilização foi a inicial no segmento “blog corporativo”. Existem empresas hoje em dia onde blogs internos são parte essencial do processo de trabalho.

7) um site sem-noção (Joselito? :-)) de publicação instantânea para ganhar dinheiro: com certeza existem aos montes. Imagine aquele site/blog que você pensa que adoraria ler quanto tivesse 18 anos mas sabe que as 19 já se cansaria. Para mim, é a mesma coisa que brinquedos infantis, depois de você ficar um pouco mais velho você não quer nem ver. Outro problema é que, quando você faz coisas desse tipo, incluindo até cópia de artigos, as pessoas no geral te acharão um imbecil; quem não achar, com certeza é imbecil também :-)) Brincadeiras à parte, vejo um blog feito só para ganhar dinheiro como uma alternativa válida para se ganhar dinheiro. Só tome cuidado com o que você espera do futuro; imagine se daqui há algum tempo você vai se ver escrevendo as mesmas coisas, ou se vai querer mudar e talvez perder audiência; lembre-se também da imagem que você passará ao mundo.

8) Desenvolvimento de projetos e anúncios de status de desenvolvimento: desenvolvimento de produtos aos olhos do público, com feedback em tempo real. Acho fantástico, pois permite corrigir problemas futuros sem ter que esperar o lançamamento do mesmo. Contudo, deve ser visto com cuidado, pois nem todo feedback do público deve ser levado em consideração, é claro. Mas com certeza os futuros clientes terão mais motivo para comprar o produto, nem que seja o fato que sentirão que ajudaram o produto a ser como é.

9) Registros de projetos colaborativos: utilizo esse método em um projeto de pesquisa e desenvolvimento, onde os outros participantes são do interior do estado - e eu estou na capital. É a utilização para gerenciamento de projetos, e, a meu ver, uma das melhores formas de se utilizar no segmento “blog corporativo”. Para que utilizar ferramentas caras e complicadas quando tudo o que se quer é saber e registrar o que se está fazendo? Blog neles! No geral, tal blog é fechado, o que é em muito ajudado pelo fato de que as plataformas atuais prevêem o uso restrito.

10) Um criador de salas de chat: blogs são conversações - batido, mas real. Nada como transformar seu blog em um ponto de encontro para conversa com os amigos/leitores. Só tome cuidado com a rastreabilidade da informação.

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Março 3, 2007

Análise: Blog - Entenda a revolução que vai mudar seu mundo, de Hugh Hewitt

Blog - Entenda a revolução que vai mudar seu mundo

Classificação: 4 de 5

Autor: Hugh Hewitt

Ano: 2007

Categoria: Blogs

Editora: Thomas Nelson Brasil

Preço: 34,90

ISBN: 9788560303090



"Este é um livro sobre confiança; sobre como a mídia antiga - a mídia hegemônica - perdeu essa confiança e como a nova mídia a está consquistando."

Esse é um resumo em uma linha do livro "Blog - Entenda a revolução que vai mudar seu mundo", de autoria de Hugh Hewitt (http://hughhewitt.townhall.com/), que a Thomas Nelson Brasil publicou no Brasil. O livro foi publicado originalmente nos Estados Unidos em 2005 com o título "Blog: Understanding the Information Reformation That's Changing Your World".

Segue uma análise com comentários por capítulo.

O capítulo 1, "Infestação Blogueira e tempestades de opinião", mostra o "poder" dos blogs ao rastrear o fluxo de informações de 4 eventos que o autor considera "pedras fundamentais" na transformação de blogs em mídia de credibilidade - a queda do senador Trent Lott, líder da maioria do senado americano, após um comentário que indicava que ele era contra o fim da segregação racial e da igualdade de direitos civis nos EUA; os problemas do New York Times colocados à mostra com a descoberta de que um seus repórteres forjava histórias; as mentiras do candidato à presidência John Kerry; e o escândalo Rathergate. Todos esses eventos têm em comum o fato de que a blogosfera teve papel fundamental em sua resolução, seja provando a existência de documentos
forjados ou colocando as opiniões de funcionários sobre um editor considerado tirano. Gostei bastante da forma como Hewitt rastreou o fluxo da informação, incluindo aí datas e horas de postagens - e que só foi possível pois a maioria dos blogs possui tal informação. Obviamente, uma vez que o próprio Hewitt é blogueiro e participou dos 4 eventos, ficou mais fácil para ele fazer esse rastreamento.Uma outra informação que achei bastante interessante foi o artigo, reproduzido no livro, sobre "guerras em rede" e "técnicas de infestação" e que pode, segundo o autor (e eu concordo com ele), ser aplicado a qualquer tipo de conflito e competição.

O Capítulo 2 , "Primeira reforma e a reforma da informação", coloca as bases para a discussão da troca de confiança entre mídias ao fazer um paralelo entre o que está acontecendo atualmente com a mídia tradicional e a mídia de blogs e a reforma protestante de Martinho Lutero, onda a invenção dos tipos móveis por Gutenberg foi a pedra fundamental, pois permitiu a distribuição de informação (no caso, da bíblia e das teses de Lutero) para a maioria da população, ao invés de ficar confinada à igreja e seus membros. A meu ver, esse capítulo nada mais é que uma revisão histórica. Ainda bem que é pequeno :-)).

O Capítulo 3, "Uma breve história do texto", é uma rápida história do texto e do começo da blogosfera terminando com uma pesquisa que diz que dos pouco mais de 4 milhões de blogs estimados existirem em 2004, a grande maioria (66 %) eram abandonado. De qualquer forma, 50 mil blogs eram atualizados diariamente, os quais o autor citou como os novos "jornais" da nova mídia (interessante o argumento dele, dizendo que blogs mais atualizados lembram mais os jornais da mídia tradicional, ou seja, um meio de comunicação com atualização "diária" (no caso de jornais) com um editor de conteúdo (no caso dos blogs, o próprio dono do blog - nunca havia pensando dessa maneira, mas acredito que o autor tem razão).

O Capítulo 4, "A cidade tem um novo xerife", é principalmente uma compilação de informações retiradas do estudo "The State of The News Media 2004", www.stateofthenewsmedia.org. O capítulo serve para demonstrar a queda na audiência de mídias tradicionais como jornais, revistas e canais de televisão e o aumento na audiência da internet e do rádio (mas no caso do rádio, esse aumento de audiência é seletivo e por nichos). Um ponto que achei interessante, e que o autor citou apenas em uma frase, é que internet e blogs são tecnologias e meios de publicação recentes. Mesmo assim, a audiência de blogs já é maior, por exemplo que a maioria dos jornais dos EUA. E, por ser recente, só tende a crescer. Outra coisa que não foi citada no livro mas que acho pertinente é o fato de que uma pessoa sozinha, ou uma pequena equipe, por ter uma audiência igual ou maior que uma mídia que emprega diversas, senão milhares, de pessoas.

O Capítulo 5, "O fracasso da mídia hegemônica e para onde foi o seu público", mostra um pouco do problema de formação de pessoal no mundo da mídia tradicional, onde visões políticas e de mundo são perpetuadas através de contratações de novos jornalistas que têm uma visão em comum com a do editor, fazendo assim com que as opiniões de certos meio tornem-se "coletivas" ao invés de individuais; outros exemplos interessantes são os relacionados à blogs terroristas e blogs de fé. O que mais me chamou atenção, no entanto, foi a discussão sobre como a "informação confiável", hoje em dia, tornou-se dependente de um fator temporal ("informação confiável recente"), fazendo que que a mídia tradicional sempre pareça atrasada em relação às notícias que dão.
Eu mesmo sou um exemplo disso, como muitos outros: quase não leio mais jornais impresso, preferindo ler feeds (inclusive de notícias online desses mesmo jornais). Não gostei muito do aspecto "formador de opinião" desse capítulo, mas como o mesmo é justamente sobre esse assunto, o autor está de parabéns por "aplicar" a discussão ao invés de apenas discutí-la.

O Capítulo 6, "Porque os blogueiros blogam, e porque isso interessa a você", possui o título que achei mais interessante no livro como um todo - se o título do post é a principal informação no caso de um blog, esse seria um ótimo título para um post. O livro declara que há duas razões para blogueiros blogarem: para convencer e deixar um registro. Não concordo totalmente com isso, a menos que convencer possa ser expandido para diversos significados (por exemplo, marketing pessoal é uma forma de convencer alguém de sua expertise). Outro ponto muitíssimo interessante é que o capítulo fala sobre o background de alguns dos maiores blogueiros citados no livro: todos especialistas, muitos advogados, economistas, professores respeitados - o tipo de background esperado de um formador de opinião. Fica mais claro o porquê da blogosfera americana ter atualmente uma grande influência, diferentemente, a meu ver, da blogosfera brasileira (mas essa discussão vai para outro post).

Embora curtíssimo, achei muitíssimo engraçado o Capítulo 7, "Criando uma defesa", que começa a parte do livro dedicada à blogs corporativos. Simplesmente porque o autor tenta passar (e para quem não sabe do que ele está falando, acho que consegue passar) um alerta paranóico acerca de "infestações blogueiras" e "tempestades de opinião", descrevendo rapidamente a necessidade de um plano de defesa contra esses eventos (e fazendo comparações com os problemas naturais como terremotos, furações, etc).

Outro título interessantíssimo no Capítulo 8, "Explorando o novo meio: Entrando em contato com seu blog interno". Curto e grosso, fiz que todo mundo deveria estar blogando, tanto o presidente, quanto o gerente, quando o empregado. Nuff´said.

Os Capítulos 9, "Blogando você, seu produto ou sua organização para o mundo", Capítulo 10, "Encontrando para o blog de sua organização" e o Capítulo 11, "Há muito tempo para começar", falam de marketing na blogsfera e de como há sempre oportunidade de começar a utilizá-la. Não vi nada de novo na discussão, portanto nem tenho o que comentar (talvez fosse novo em 2004, mas não hoje).

O penúltimo, Capítulo 12, "Uma dúzia de blogs que eu criaria se fosse …", é interessante pois dá idéias de criação de alguns sites. Por exemplo, o autor diz que se fosse um corredor (e ele é) ele criaria um blog falando do vício da corrida, para tentar influenciar mais pessoas a correr. Bem, ele não criou tal blog, portanto a idéia talvez não tenha sido tão boa assim :-).

O capítulo 13 "Começando: a tecnologia", também não traz nada de novo: qualquer um pode começar um blog. OK.

O livro possui também dois apêndices, um sobre os primeiros textos produzidos pelo autor do livro sobre blogs, principalmente sobre o crescimento de blogs, e outro com comentários dos leitores do blog do autor sobre algumas perguntas que ele fez relacionadas à blogosfera, na seção "História Oral da Blogsfera".

Conclusão final da análise:

É ótimo ter mais um livro sobre blogs no Brasil, para fazer companhia ao livro Blog Corporativo do Fábio Cipriani (claro que há mais alguns livros, mas não os vejo como livro sobre blogs como eles são hoje em dia).

Um dos problemas de ter um livro internacional traduzido para o Brasil é que a velocidade de transformação da blogosfera, que é inerente à sua natureza, faz com que livros de mais de um ano ou dois (que é o caso deste) possam estar com conceitos ultrapassados. No caso do livro em questão, várias vezes senti que lia a mesma coisa novamente (mas talvez isso aconteça pois eu me considero um estudioso de blogs e leio bastante coisa a respeito).

No geral, contudo, achei o livro muito bom, leitura interessante para qualquer blogueiro, principalmente para iniciantes, e também para quem não sabe o que é um blog. É uma pena que o livro seja muito americano (nem podia ser de outra maneira pois fala da blogosfera americana - mas o problema é você seguir alguns raciocínios sem ter participado da blogosfera americana ou se não é muito ligado a alguns tipos de assunto, principalmente política americana).

Também achei muito bom pois era um livro que eu queria ler, estava inclusive na minha lista de comprar, e agora já saiu dela :-)).

Parabéns à Thomas Nelson do Brasil pela iniciativa, e espero que ela ou outras editoras sigam esse caminho de publicação de livros sobre blog no Brasil, pois, como o livro de Hugh tenta transmitir, não há volta, a blogosfera está aí para ficar.

Bem, alguns livros que eu gostaria de ver traduzidos no Brasil (fica a dica para as editoras):

Blogging for Business: Everything You Need to Know and Why You Should Care

Clear Blogging: How People Blogging Are Changing the World and How You Can Join Them

Blog Rules: A Business Guide to Managing Policy, Public
Relations, And Legal Issues

Esses aqui eu já li mas acho que seriam interessantes também:

Blogging For Dummies (For Dummies
(Computer/Tech))

Buzz Marketing with Blogs For Dummies (For Dummies
(Business & Personal Finance))

The Corporate Blogging Book: Absolutely Everything You Need to Know to Get It Right

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Março 3, 2007

Uopppppp! Falha nossa - Análise: Blog - Entenda a revolução que vai mudar seu mundo, de Hugh Hewitt

Esse plugins ainda me matam….

Estou escrevendo uma análise do livro “Blog - Entenda a revolução que vai mudar seu mundo, de Hugh Hewitt”. Deu lagum tipo de pau no pugin “Structured Blogging”, que uso para análises e reviews, e publiquei sem querer o texto incompleto. Eu apaguei, mas se alguém viu pelo feed e quiser ler, devo publicar o texto completo até amanha. Desculpem a nossa falha!

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Fevereiro 20, 2007

Políticas corporativas sobre como blogar - Devemos aplicá-las em blogs “normais”?

Postado em Blog corporativo, Blogosfera, Problogger por Marcelo

Do Legal Technology - As Blogging Grows, So Do Its Do’s and Don’ts.

Minha “segunda onda” de interesse por blogs aconteceu por causa de blogs corporativos. Sempre tive alguns problemas com o modo como o gerenciamento de informação era feito onde trabalho e uma saída para pelo menos ter algum registro do fluxo de informações foi implementar um log corporativo. Interno, quero dizer, não externo como citado no artigo acima, ou como a maioria das pessoas pensa em blogs corporativos hoje em dia (blogs para vender / consolidar / etc sua marca ou negócio). De qualquer maneira, a partir dessa implementação passei a acompanhar com regularidade a expansão dos blogs corporativos em geral (e os blogs externos com certeza podem ser mais facilmente acompanhados do que blogs internos). É incrível o número de papers, teses e livros sobre o assunto que foram publicados no últimos anos (meu arquivo pessoal contém no momento 736 arquivos dentro dessas categorias; você pode ter uma idéia melhor vendo a The master list of blog articles).

De qualquer maneira um dos pontos que é considerado mutio importante e que o artigo citado inicialmente esclarece de uma maneira bem interessante é a chamada “política sobre como blogar” ou algo do gênero.

O que? Regras para blogar? Mas os blogs não são justamente um grito de liberdade no mar do silêncio ? Sim, mas hoje em dia qualquer “liberdade” tem suas próprias regras. E não é necessários pensar muito para perceber que, se há regras para anúncios de publicidade, deveria haver regras para um blog corporativo (já que tal blog é uma parte da estratégia de publicidade da empresa).

Bem, mas não é esse o tópico, quem quiser ler mais sobre o assunto veja o artigo acima, procure por outros ou leia livros de blog corporativo (recomendo o “Blog Corporativo” do Fábio Cipriani , o “Corporate Blogging Book” da Debbie Weil, e acho que posso pré-recomendar - ainda não li mas está na minha lista de compras - o “Blog Rules: A Business Guide to Managing Policy, Public Relations, And Legal Issues” da Nancy Flynn, que fala só sobre esse assunto).

Minha motivação para este post foi algo que já havia me passado pela cabeça diversas vezes e sempre volta: se blogs corporativos precisam de regras para existir, blogs “normais” também precisam? E, se sim, quais regras existem em comum?

(Eu pensei em fazer uma abordagem mais “teórica” relacionada à direito e coisas do gênero, mas exigiria um tempo que não disponho no momento; além disso, já existem alguns textos na net sobre o assunto, por exemplo, “Algumas noções de Direito para blogueiros” . Portanto, resolvi fazer uma abordagem levando em consideração o bom-senso.)

Lembrando de um monte de definições e mesclando tudo em uma só frase que possa ser entendida pela maioria das pessoas, manter um blog é como contar o seu ponto de vista sobre o mundo para qualquer uma que tenha acesso à internet. Ou seja, cada vez que você coloca um post em seu blog, é como se você estivesse conversando com a pessoa que o lê.

Agora, pense em sua vida “real”. Nossas relações interpessoais são carregadas de regras não-declaradas sobre comportamento. Isso acontece pois não vivemos sozinhos, mas sim em uma sociedade. Portanto, os ímpetos de cada um tem que ser de alguma maneira contidos e “moldados”, para que a convivência seja possível. Ou seja, “liberdade” não é fazer o que quiser, mas sim fazer as coisas que quiser dentro dos limites esperados. E o que seriam limites esperados? Bem, alguns limites dependem da situação (cuspir na rua é normal na China, mas eu particularmente acho uma nojeira só - assim como grande parte do mundo). Outros limites precisam ser impostos por leis (matar alguém, por exemplo). Mas notem que esses limites impostos não previnem que você realize a ação que quiser, o que eles fazem é punir uma ação considerada inadequada. Conclui-se portanto que sua liberdade “total” ainda existe, mas cabe a você realizar suas ações dentro dos limites esperado (isso parece óbvio mas não é tão óbvio assim - seria diferente se, por exemplo, fosse realmente proibido matar - seria encessário algum tipo de controle que não permitisse a morte, na linha de “Minority Report”).

Se você está blogando, e, portanto, conversando com as pessoas que estão lendo seus posts, as mesmas regras deveriam ser aplicadas (apenas pegando um exemplo extremo, se você ameaçar alguém em seu blog, e depois essa pessoa morrer, duvido que não utilizarão isso como uma das provas de que você pode ser o mandante do crime). E, portanto, existe total liberdade em blogar, contanto que você siga essas “regras de vida em sociedade”.

Olhando agora para outro lado da história, o que um blog pessoal tem em comum com um blog corporativo? No caso, os blogs corporativos externos ((blogs para vender / consolidar / etc sua marca ou negócio).

Lembrando que um blog nada mais é que sua visão pessoal de mundo, pode-se expandir a definição para: seu blog é a sua “marca” no mundo. A meu ver, a grande revolução dos blogs não é dar voz é uma multidão de pessoas que antes não tinham como se comunicar; mas sim, permitir a cada pessoas definir duas posições, e, portanto, sua “marca” no mundo. Isso é mais óbvio de se entender quando se pensa nos chamados “probloggers”; ainda não existem uma boa definição sobre isso, mas no geral tem a ver com pessoas que vivem apenas de blogar. Isso quer dizer que esses “probloggers” vivem de dar sua opinião sobre coisas diversas e, portanto, vivem da sua “marca pessoal” (essas definições são um pouco restritivas demais a meu ver, mas são para outro post). Além disso, algo que nem sempre é óbvio é que, para os probloggers, sua marca é seu negócio, e portanto, as regras corporativas sobrecomo blogar com certeza seriam aplicáveis, mesmo que adaptadas. E isso também se aplicaria, talvez em um grau de adaptação maior (por exemplo, blogs corporativos necessitam seguir algumas leis diferentes de um blog “normal”, aos blogs “normais”.

Concluindo, acho que tais “políticas corporativas sobre como blogar” deveriam ser aplicadas a todos os blogs, e não apenas a blogs corporativos. Obviamente a marca corporativa têm mais a perder, no sentido monetário e em outros, que uma marca pessoal, mas nem por isso a marca pessoal deve ser tratada como não-corporativa.

Essa aplicação depende, obviamente, de como o blogueiro pensa em si mesmo dentro do universo. Mas, se você acha, como eu, que seu blog é sua marca e sua marca é seu negócio (ou pelo menos um deles), pense um pouco a respeito e tente seguir pelo menos algumas diretivas. Escreva sua própria política para blogar (ainda não tenho a minha escrita, mas isso é reflexão para um próximo post) e mostre a todos que você preza sua própria imagem seguindo duas políticas - isto com certeza tornará você mais confiável ao olhar de seu leitor. E passar confiança ao seu cliente é o item número um de qualquer negócio.

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