Arquivo para a categoria Blogosfera

Janeiro 7, 2008

Começando 2008 chupinhando idéias alheias (sorry pelos gerúndios)

Postado em Blogosfera por Marcelo

Vamos lá então, 2008 está aí e vamos mudar algo. Uma coisa que eu queria fazer há algum tempo é separar alguns posts por séries, com imagens diferentes para cada série, como faz o grande Marmota. Portanto, como idéias não dão em árvore (ou melhor, idéias até dão, boas idéias é que precisam ser geneticamente modificadas para dar frutos), copiei descaradamente o estilo, como vocês podem ver aí ao lado.

Meio tosco, mas gostei e portanto vai ficar assim mesmo. Se você não gostou, reclamem com o Marmota (algum dia ainda vou entender o motivo do formulário de contato dele não ter migrado, junto com o restante do blog, para o Interney Blogs).

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Setembro 6, 2007

Lançamento do livro Conectado, do Juliano Spyer





Ontem fui ao lançamento do livro Conectado - O que a internet fez com você e o que você pode fazer com ela, do Juliano Spyer, na Livraria Cultura da avenida Paulista. Como dá para notar pela foto, o auditório/teatro ficou lotado. Houve um debate, “Quem comanda a internet - amadores ou profissionais?”, com a participação de Alexandre Matias (Link-Estadão) e Luli Radfahrer (ECA-USP).

A discussão foi interessante, com a tentativa do Juliano de fazer um desdebate ou despalestra, tirando um pouco o foco dos três debatedores e deixando a platéia fazer a maior parte das intervenções. A conversa descambou demais para problemas de capitalismo x qualquer outra coisa (eu não entendo como esse pessoal acha que viveria sem que alguém fabricasse papel higiênico - limpariam a bunda com urtiga?), mas no geral foi proveitosa. Faltou, obviamente, tempo.

A fila para os autógrafos, sim, foi demorada.

A livraria fechou, as luzes se apagaram, e nós ainda lá. Blogueiros, principalmente: A Lúcia, o Fugita, o Markun, a Roberta, o Nélson , o Jeff, o Interney (ou seria Edney?) e mais gente.

Cá entre nós, o Twitter está criando viciados. O Fugita e o Pedro Markun são dois deles. Até sugeri que o Pedro postasse o livro inteiro no Twitter (só porque o Luli havia dito antes que iria escanear a versão bootleg do draft do livro e vender no ebay), mas ele achou melhor não pois talvez fosse demorar, ainda mais com a limitação de 140 caracteres. De qualquer maneira, olha só o espanto da criança com sua própria agilidade na arte da twitterização:

E olha todo mundo twittando aí minha gente (só não perguntem como a Lúcia estava twittando a partir de uma câmera fotográfica - deve ser uma icamera):

Como é de praxe, depois do evento fomos para um Choppcamp. O bar chama-se Exquisito, e seu conceito é melhor entendido por um dos pôsteres que decoram as paredes (notem os diversos espelhozinhos, na época não existiam espelhos compridos, então você comprava uma monte de pequenininhos e colocava lado a lado):

Uma fotinha dos blogueiros discutindo, comendo, twittando, ou seja, fazendo o que se espera deles (e o Edney sempre com o sorriso dele, esse cara adora sair bem na foto :)):

Ah, e descobri que o Pedro é ainda mais viciado no Twitter do que eu imaginava, olha só os twitters na mochila dele (esse é mais um exemplo de twitters analógicos :)):

Bem, o release do livro pode ser visto no blog do mesmo, que inclusive se propõe a ser o canal de discussão do livro e continuidade das idéias expostas: http://www.naozero.com.br

O Gilberto Jr fez alguns comentários do livro na semana passada: http://desta.ca/pratica/2007/09/04/conectado-de-juliano-spyer/

Ah, o Tiago Dória, que também estava lá no evento, fez uma entrevista com o Juliano que pode ser lida aqui!

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Setembro 3, 2007

Blogosfera Wiki

Postado em Blogcamp, Blogcampsp, Blogosfera por Marcelo

Uma das iniciativas reais que saiu do Blogcamp foi a criação de um wiki para gerar e disseminar conhecimento sobre blogs. O Gilberto Jr, do Pratica, teve a iniciativa de pegar o domínio e começar o wiki, e agora cabe a todos colaborar (lembrando que todos podem colaborar, é só criar um usuário. Todas as informações estão no próprio wiki).

O link para o wiki é: Blogosfera Wiki

Vou focar inicialmente minhas contribuições na lista de artigos, trabalhos, teses acadêmicas e livros sobre blogs, aproveitando para arrumar os meus arquivos.

Ah, e já está havendo um pequeno buzz sobre o assunto, o IDG publicou uma matéria no seguinte link: Blogueiros criam Wiki para trocar informações e dicas sobre blogs

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Abril 26, 2007

Para os que tem problema em manter um blog…

Postado em Blogosfera, Metablog, That's Entertainment! por Marcelo

Uma solução pode ser vista nesta tirinha do Dilbert:

dilbert2007458220426.gif

Será que se eu contratar um Remote Executive Assistant ele faz esse serviço por mim?

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Abril 23, 2007

PayPerPost compra Zookoda

Postado em Blog marketing, Blogosfera, Paranóia, Problogger por Marcelo
payperzookoda.JPG

Final de semana longe dos blogs…a série sobre gerenciamento de risco volta só amanhã ou depois; enquanto isso, uma novidade : o PayPerPost comprou o serviço de newsletters para blogs Zookoda. O Zookoda havia sido posto à venda há algum tempo, portanto a transação não foi uma novidade em si. O que eu achei interessante foi o comprador.

O PayPerPost é um serviço que paga por posts em blogs; é uma idéia bem interessante mas costuma gerar diversas controvérsias .

O Zookoda é um serviço muito bom que permite a criação de newsletters de maneira extremamente fácil e profissional, com diversas opções. Embora possa ser utilizado por qualçquer website, ele é “vendido” como um serviço de newsletters para blogs. Um tutorial do mesmo pode ser visualizado neste link: Como aumentar suas opções para atrair usuários - disponibilizando uma newsletter no seu blog através do Zookoda - Parte 1.

O que o PayPerPost quer com o Zookoda? Sei lá. Bem que ele poderia começar a pagar por newsletters :-). Uma vez que já utilizo o serviço do Zookoda para a newsletter do meu site Eletromédicos, receber alguma coisa por ela seria interessante, mas acho difícil.

Mas com certeza há algo no ar. Recentemente, o PayPerPost adquiriu o Performancing, cujo principal produto era um serviço de métricas para blogs… estão percebendo o padrão?

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Abril 10, 2007

Nova lista de discussão para blogueiros

Postado em Blogosfera por Marcelo

Uma nova lista de discussão chamada “Blogar” foi criada pelo Newton Wagner para tentar fazer melhor que a lista Blogosfera. Além de ser no Google Groups (no lugar do Yahoo Groupos que anda dando muito problema) a lista já começa com um código de conduta resumido na sua Tábua de Boas Práticas. Parece que a moderação também será ativa, para garantir a manutenção da boa discussão sem os problemas que a Lista Blogosfera possui (minha impressão é que ela possui diversos problemas, mas isso com certeza depende de cada pessoa). Parabéns ao Newton pela iniciativa, vamos tentar fazer com que dê certo.

Agradecimentos ao Daniel Costa pela informação.

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Março 20, 2007

Meme Como eu blogo

Postado em Blogosfera por Marcelo

Respondendo à mais uma convocação, agora do Gustavo do Clique Aqui (valeu, Gustavo!), aqui está meu jeito de blogar.

Bem, eu tenho 5 blogs abertos no momento, o Repositório, o Repositorium - que nem começou direito e já está parado por falta de tudo, o Eletromédicos, a versão em inglês dele - Electromedicalinfo, e o Engenharia Biomédica. Sinceramente, são blogs demais e não estou conseguindo das a todos a atenção que gostaria - e ainda tenho os meus blogs “fechados”..ufa! De qualquer maneira, o Repositório e o Repositorium seriam os blogs mais “pessoais”, para falar de assuntos variados, o Eletromédicos e Electromedicalinfo seriam de assuntos do trabalho, e o Engenharia Biomédica seria de assuntos dos estudos - mesmo que equipamentos médicos sejam uma parte da Engenharia Biomédica.

No caso desses três blogs “técnicos”, as postagens são realmente mais esparsas pois dependem de algumas fontes. No caso do Eletromédicos, eu forneço bastante informação sobre normalização de equipamentos médicos, e a maior parte delas vem de meu trabalho como secretário de uma das comissões do Comitê Brasileiro Odonto Médico Hospitalar - CB-26 - da ABNT, onde tenho acesso às normas internacionais da IEC e ISO sobre o assunto. Portanto, o rimo das postagens reflete um pouco o ritmo de desenvolvimento internacional da normalização, mas outras fontes são periódicos sobre o assunto. No caso do Engenharia Biomédica, ele deveria ser mais ágil nas postagens, e agora que minhas aulas voltaram vou tentar aproveitar para arrumar esse ritmo, vamos ver. Minhas fontes principais nesse caso são periódicos sobre Engenharia Biomédica, assim como sites relacionados na rede, além de livros sobre o assunto - como muitos, sou viciadíssimo em informação, e isso não me falta..talvez por isso a vontade de disseminá-la.

O caso do Repositório - e do irmão em inglês dele, por enquanto D.O.A - é mais complicado. Embora não trabalhe com internet, eu vivo quase sempre conectado, o que é mais ruim que bom. Por causa disso, meus interesses na rede são muitos, e muito variados. A falta de um foco principal mostra bastante como eu relamente sou, mas eu acho dificil manter uma regularidade sem um “tema” principal, portanto no geral tenho falado mais sobre blogs. Estou tentando focar um pouco em minhas expectativas com relação à blogs, por exemplo blogs corporativos, o papel deles como marketing pessoal, blogs acadêmicos, etc., mas sempre haverá posts que não tem nada a ver com nada. Outra coisa que comecei a fazer é tentar comentar posts de outros blogs em um post próprio de comentários e blogroll, ao invés de postar no site original, de maneira a criar uma conversa real - meu blog como a minha voz na rede - e manter a “rastreabilidade” da informação, além de ajudar o autor do post oficial criando um trackback para o mesmo - acho que um link vale mais que um comentário no blog original.

Minhas fontes são os feeds da vida - diminui de 650 para 200, e pretendo diminuir mais. É engraçado, embora eu adore feeds percebi que, uma vez que minha pretensão é colocar a maior quantidade de conteúdo original possível - não quero ser apenas um “pedágio” da informação - possuir muitos feeds faz com que eu fique muito dependente deles, e com certza diminui minha capacidade criativa. Outras fontes são as andanças constantes pela internet, é claro. Engraçado, embora a maior parte da minha vida seja fora da internet, não consigo postar muita coisa dela na rede. Acho que é algum tipo de “trava” contra o conceito de “diário pessoal”.

Bem, é por aí, esse post é mais uma visão geral de como eu vejo a coisa, do que uma visão detalhada de como eu blogo.

Agradeço novamente o Gustavo pelo convite. Vou deixar o meme em aberto para quem quiser participar!

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Março 3, 2007

Análise: Blog - Entenda a revolução que vai mudar seu mundo, de Hugh Hewitt

Blog - Entenda a revolução que vai mudar seu mundo

Classificação: 4 de 5

Autor: Hugh Hewitt

Ano: 2007

Categoria: Blogs

Editora: Thomas Nelson Brasil

Preço: 34,90

ISBN: 9788560303090



"Este é um livro sobre confiança; sobre como a mídia antiga - a mídia hegemônica - perdeu essa confiança e como a nova mídia a está consquistando."

Esse é um resumo em uma linha do livro "Blog - Entenda a revolução que vai mudar seu mundo", de autoria de Hugh Hewitt (http://hughhewitt.townhall.com/), que a Thomas Nelson Brasil publicou no Brasil. O livro foi publicado originalmente nos Estados Unidos em 2005 com o título "Blog: Understanding the Information Reformation That's Changing Your World".

Segue uma análise com comentários por capítulo.

O capítulo 1, "Infestação Blogueira e tempestades de opinião", mostra o "poder" dos blogs ao rastrear o fluxo de informações de 4 eventos que o autor considera "pedras fundamentais" na transformação de blogs em mídia de credibilidade - a queda do senador Trent Lott, líder da maioria do senado americano, após um comentário que indicava que ele era contra o fim da segregação racial e da igualdade de direitos civis nos EUA; os problemas do New York Times colocados à mostra com a descoberta de que um seus repórteres forjava histórias; as mentiras do candidato à presidência John Kerry; e o escândalo Rathergate. Todos esses eventos têm em comum o fato de que a blogosfera teve papel fundamental em sua resolução, seja provando a existência de documentos
forjados ou colocando as opiniões de funcionários sobre um editor considerado tirano. Gostei bastante da forma como Hewitt rastreou o fluxo da informação, incluindo aí datas e horas de postagens - e que só foi possível pois a maioria dos blogs possui tal informação. Obviamente, uma vez que o próprio Hewitt é blogueiro e participou dos 4 eventos, ficou mais fácil para ele fazer esse rastreamento.Uma outra informação que achei bastante interessante foi o artigo, reproduzido no livro, sobre "guerras em rede" e "técnicas de infestação" e que pode, segundo o autor (e eu concordo com ele), ser aplicado a qualquer tipo de conflito e competição.

O Capítulo 2 , "Primeira reforma e a reforma da informação", coloca as bases para a discussão da troca de confiança entre mídias ao fazer um paralelo entre o que está acontecendo atualmente com a mídia tradicional e a mídia de blogs e a reforma protestante de Martinho Lutero, onda a invenção dos tipos móveis por Gutenberg foi a pedra fundamental, pois permitiu a distribuição de informação (no caso, da bíblia e das teses de Lutero) para a maioria da população, ao invés de ficar confinada à igreja e seus membros. A meu ver, esse capítulo nada mais é que uma revisão histórica. Ainda bem que é pequeno :-)).

O Capítulo 3, "Uma breve história do texto", é uma rápida história do texto e do começo da blogosfera terminando com uma pesquisa que diz que dos pouco mais de 4 milhões de blogs estimados existirem em 2004, a grande maioria (66 %) eram abandonado. De qualquer forma, 50 mil blogs eram atualizados diariamente, os quais o autor citou como os novos "jornais" da nova mídia (interessante o argumento dele, dizendo que blogs mais atualizados lembram mais os jornais da mídia tradicional, ou seja, um meio de comunicação com atualização "diária" (no caso de jornais) com um editor de conteúdo (no caso dos blogs, o próprio dono do blog - nunca havia pensando dessa maneira, mas acredito que o autor tem razão).

O Capítulo 4, "A cidade tem um novo xerife", é principalmente uma compilação de informações retiradas do estudo "The State of The News Media 2004", www.stateofthenewsmedia.org. O capítulo serve para demonstrar a queda na audiência de mídias tradicionais como jornais, revistas e canais de televisão e o aumento na audiência da internet e do rádio (mas no caso do rádio, esse aumento de audiência é seletivo e por nichos). Um ponto que achei interessante, e que o autor citou apenas em uma frase, é que internet e blogs são tecnologias e meios de publicação recentes. Mesmo assim, a audiência de blogs já é maior, por exemplo que a maioria dos jornais dos EUA. E, por ser recente, só tende a crescer. Outra coisa que não foi citada no livro mas que acho pertinente é o fato de que uma pessoa sozinha, ou uma pequena equipe, por ter uma audiência igual ou maior que uma mídia que emprega diversas, senão milhares, de pessoas.

O Capítulo 5, "O fracasso da mídia hegemônica e para onde foi o seu público", mostra um pouco do problema de formação de pessoal no mundo da mídia tradicional, onde visões políticas e de mundo são perpetuadas através de contratações de novos jornalistas que têm uma visão em comum com a do editor, fazendo assim com que as opiniões de certos meio tornem-se "coletivas" ao invés de individuais; outros exemplos interessantes são os relacionados à blogs terroristas e blogs de fé. O que mais me chamou atenção, no entanto, foi a discussão sobre como a "informação confiável", hoje em dia, tornou-se dependente de um fator temporal ("informação confiável recente"), fazendo que que a mídia tradicional sempre pareça atrasada em relação às notícias que dão.
Eu mesmo sou um exemplo disso, como muitos outros: quase não leio mais jornais impresso, preferindo ler feeds (inclusive de notícias online desses mesmo jornais). Não gostei muito do aspecto "formador de opinião" desse capítulo, mas como o mesmo é justamente sobre esse assunto, o autor está de parabéns por "aplicar" a discussão ao invés de apenas discutí-la.

O Capítulo 6, "Porque os blogueiros blogam, e porque isso interessa a você", possui o título que achei mais interessante no livro como um todo - se o título do post é a principal informação no caso de um blog, esse seria um ótimo título para um post. O livro declara que há duas razões para blogueiros blogarem: para convencer e deixar um registro. Não concordo totalmente com isso, a menos que convencer possa ser expandido para diversos significados (por exemplo, marketing pessoal é uma forma de convencer alguém de sua expertise). Outro ponto muitíssimo interessante é que o capítulo fala sobre o background de alguns dos maiores blogueiros citados no livro: todos especialistas, muitos advogados, economistas, professores respeitados - o tipo de background esperado de um formador de opinião. Fica mais claro o porquê da blogosfera americana ter atualmente uma grande influência, diferentemente, a meu ver, da blogosfera brasileira (mas essa discussão vai para outro post).

Embora curtíssimo, achei muitíssimo engraçado o Capítulo 7, "Criando uma defesa", que começa a parte do livro dedicada à blogs corporativos. Simplesmente porque o autor tenta passar (e para quem não sabe do que ele está falando, acho que consegue passar) um alerta paranóico acerca de "infestações blogueiras" e "tempestades de opinião", descrevendo rapidamente a necessidade de um plano de defesa contra esses eventos (e fazendo comparações com os problemas naturais como terremotos, furações, etc).

Outro título interessantíssimo no Capítulo 8, "Explorando o novo meio: Entrando em contato com seu blog interno". Curto e grosso, fiz que todo mundo deveria estar blogando, tanto o presidente, quanto o gerente, quando o empregado. Nuff´said.

Os Capítulos 9, "Blogando você, seu produto ou sua organização para o mundo", Capítulo 10, "Encontrando para o blog de sua organização" e o Capítulo 11, "Há muito tempo para começar", falam de marketing na blogsfera e de como há sempre oportunidade de começar a utilizá-la. Não vi nada de novo na discussão, portanto nem tenho o que comentar (talvez fosse novo em 2004, mas não hoje).

O penúltimo, Capítulo 12, "Uma dúzia de blogs que eu criaria se fosse …", é interessante pois dá idéias de criação de alguns sites. Por exemplo, o autor diz que se fosse um corredor (e ele é) ele criaria um blog falando do vício da corrida, para tentar influenciar mais pessoas a correr. Bem, ele não criou tal blog, portanto a idéia talvez não tenha sido tão boa assim :-).

O capítulo 13 "Começando: a tecnologia", também não traz nada de novo: qualquer um pode começar um blog. OK.

O livro possui também dois apêndices, um sobre os primeiros textos produzidos pelo autor do livro sobre blogs, principalmente sobre o crescimento de blogs, e outro com comentários dos leitores do blog do autor sobre algumas perguntas que ele fez relacionadas à blogosfera, na seção "História Oral da Blogsfera".

Conclusão final da análise:

É ótimo ter mais um livro sobre blogs no Brasil, para fazer companhia ao livro Blog Corporativo do Fábio Cipriani (claro que há mais alguns livros, mas não os vejo como livro sobre blogs como eles são hoje em dia).

Um dos problemas de ter um livro internacional traduzido para o Brasil é que a velocidade de transformação da blogosfera, que é inerente à sua natureza, faz com que livros de mais de um ano ou dois (que é o caso deste) possam estar com conceitos ultrapassados. No caso do livro em questão, várias vezes senti que lia a mesma coisa novamente (mas talvez isso aconteça pois eu me considero um estudioso de blogs e leio bastante coisa a respeito).

No geral, contudo, achei o livro muito bom, leitura interessante para qualquer blogueiro, principalmente para iniciantes, e também para quem não sabe o que é um blog. É uma pena que o livro seja muito americano (nem podia ser de outra maneira pois fala da blogosfera americana - mas o problema é você seguir alguns raciocínios sem ter participado da blogosfera americana ou se não é muito ligado a alguns tipos de assunto, principalmente política americana).

Também achei muito bom pois era um livro que eu queria ler, estava inclusive na minha lista de comprar, e agora já saiu dela :-)).

Parabéns à Thomas Nelson do Brasil pela iniciativa, e espero que ela ou outras editoras sigam esse caminho de publicação de livros sobre blog no Brasil, pois, como o livro de Hugh tenta transmitir, não há volta, a blogosfera está aí para ficar.

Bem, alguns livros que eu gostaria de ver traduzidos no Brasil (fica a dica para as editoras):

Blogging for Business: Everything You Need to Know and Why You Should Care

Clear Blogging: How People Blogging Are Changing the World and How You Can Join Them

Blog Rules: A Business Guide to Managing Policy, Public
Relations, And Legal Issues

Esses aqui eu já li mas acho que seriam interessantes também:

Blogging For Dummies (For Dummies
(Computer/Tech))

Buzz Marketing with Blogs For Dummies (For Dummies
(Business & Personal Finance))

The Corporate Blogging Book: Absolutely Everything You Need to Know to Get It Right

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Março 3, 2007

Uopppppp! Falha nossa - Análise: Blog - Entenda a revolução que vai mudar seu mundo, de Hugh Hewitt

Esse plugins ainda me matam….

Estou escrevendo uma análise do livro “Blog - Entenda a revolução que vai mudar seu mundo, de Hugh Hewitt”. Deu lagum tipo de pau no pugin “Structured Blogging”, que uso para análises e reviews, e publiquei sem querer o texto incompleto. Eu apaguei, mas se alguém viu pelo feed e quiser ler, devo publicar o texto completo até amanha. Desculpem a nossa falha!

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Fevereiro 22, 2007

Manifesto a favor da rastreabilidade da informação na blogosfera brasileira

Postado em Blogosfera, Rabugentices por Marcelo

Uma pesquisa de carnaval :-)) do Leonardo do Blogueisso (leitura fortemente sugerida: A natureza de links e conteúdos em 100 posts) deixa claro mais uma vez um problema que eu já havia notado, a rastreabilidade da informação na blogosfera.

O artigo do Leonardo cita que do total de 100 posts analisados, haviam apenas 30 com comentários sobre notícias/artigos/posts de terceiros.

Uma das conclusões do artigo é que blogs que publicam posts com uma alta periodicidade têm uma tendência a ter menos conteúdo original, simplesmente repassando notícias, ou mesmo copiando-as por completo, até sem crédito.

O que esse números e conclusões podem querer dizer, na minha opinião?

- que a blogosfera brasileira conversa pouco entre si.
- que um monte de gente conversa com seu próprio umbigo.
- que as discussões parecem ficar no geral contidas nos posts e seus comentários, ao invés de haver continuação da discussão em tópicos de outros blogs (réplica e tréplica, então, devem ser raras´).
- que alguns blogs simplesmente repassam informações de outros e contribuem para a perda de rastreabilidade, seja por não citar links, seja por chamar comentários para seu próprio blog ao invés do blog de origem.
- que o Carnaval pode servir para alguma coisa.

Outra que eu ou outros notaram:

- algumas discussões estão sendo feitas em outras mídias que não blogs e geralmente fechadas (por exemplo a lista Blogosfera) mas apenas uma pequena parte da discussão é colocada, posteriormente, na blogosfera.

Comentando:

- a blogosfera brasileira conversa pouco entre si

Acompanho um certo número de blogs através de feeds. Embora nem todos os posts gerem uma discussão, e nem todas as discussões me interessem, nos últimos tempos apenas uma me chamou a atenção como sendo uma autêntica discussão da blogosfera: a discussão sobre leitores fiéis e pára-quedistas (só no post do Cardoso existem 16 ping ou trackbacks).

Claro que houve outras, mas mas não creio que sei seas manifestações sobre a morte do menino que foi arrastado podem ser classificadas como discussão ou apenas revolta coletiva.

Eu gostaria de ver mais discussões entre blogs. Seria melhor para todos e de todas as formas se, ao invés de comentar, a pessoa escrevesse em seu blog uma continuação da discussão, réplica, tréplica, ou o que seja. Além do autor original saber que está sendo lido (que é uma das funções dos comentários), o link aumenta a visibilidade de ambos os blogs, além de, claro, criar uma rastreabilidade à informação (que às vezes também se perde se a discussão for apenas no comentário).

- um monte de gente conversa com seu próprio umbigo.

Isso é ótimo, pois é uma das maneiras de você fazer com que o leitor leia mais sobre o que você escreveu antes, valorizando assim seus arquivos e possibilitanto a continuação de conversas antigas. Além disso, mostra que sua abordagem para o blog está coerente. Finalmente, citar uma fonte própria quer dizer que você mesmo a considera como tópico de discussão, e que portanto é interessante que alguém a continue.

No entanto, deve-se tomar cuidado para não ficar falando sozinho. Nos números citados na pesquisa do Leonardo, o número de links “internos” foi quase igual ao número de links “externos”. Não consigo chegar a outras conclusões pois é muito relativo.

- discussões parecem ficar no geral contidas nos posts e seus comentários, ao invés de haver continuação da discussão em tópicos de outros blogs

Claro que nem sempre é necessário responder com seu próprio post, como comentei acima. Um belo exemplo de ótima discussão nos comentários pode ser visto no post do Gilberto “Problogging é certo?” (a conversa está tão boa que o Gilberto colocou até um novo post lembrando o pessoal de comentar no post anterior - “Conversando sobre problogging” :-)). Esse exemplo a meu ver mostra o real poder dos comentários em gerar discussões.

No entanto, esse exemplo me parece raro hoje em dia. A maior parte dos comentários (e estou generalizando mesmo) não parece acrescentar muito ao post (esperando-se ser possível acrescentar alguma coisa), e muito menos iniciar ou continuar uma discussão. Parece que muita gente entrou no “automático”: alguém posta algo, alguns falam que é bonitinho, e o autor original agradece.

Portanto, para sair desse marasmo, continuno sugerindo criar um novo post em seu próprio blog (não esquecendo de pingbacks ou trackbacks) para continuar a discussão. Parece-me que a necessidade de responder à um post é mais “forte” que a necessidade de responder à um comentário, e aí talvez seja possível sair da inércia - nada como um empurrãozinho (pense nisso como um desafio - quando eu posto uma opinião sobre um post, meu blog está desafiando o seu a fazer uma réplica ou tréplica - mesmo se concordar com você :-), e assim vai).

- alguns blogs simplesmente repassam informações de outros e contribuem para a perda de rastreabilidade, seja por não citar links, seja por chamar comentários para seu próprio blog ao invés do blog de origem.

Não vou discutir o mérito de repassar informações, mas apenas o que eu acho tal prática influi na rastreabilidade.

Imagine que você publica uma notícia em seu blog. Espera-se que a discussão parta do seu blog através de comentários, ou, melhor ainda, de respostas em posts de outros blogs. Isso irá gerar mais comentários no outro blog e possivelmente no seu, e outros posts, possivelmente réplicas suas. Agora, imagine que seu post é apenas repassadao.

Se a fonte, você, for citada, é possível que haja geração de comentários no seu blog. É possível até que existam posts de comentários em outros blogs. Mas isso não ocorre no blog que repassou a informação. O máximo que dá para esperar lá são comentários inócuos (ou comentários e posts reais, mas esses deveriam se dirigir a seu blog, que tem a notícia, e não a quem repassou - questão de cavalheirismo e bom-senso).

Se a fonte, você, não for citada, xiiii, bye-bye rastreabilidade de informações (isso para nem entrar na discussão de plágio). Vai haver outra “fonte” ou “fontes” e quaisquer comentários, réplicas, etc, vão se desencontrar, e aí as possibilidades das coisas darem errado são infinitas.

-algumas discussões estão sendo feitas em outras mídias que não blogs e geralmente fechadas (por exemplo a lista Blogosfera) mas apenas uma pequena parte da discussão é colocada, posteriormente, na blogosfera.

O exemplo da Lista Blogosfera é o que mais tenho percebido por participar da mesma. Diversos assuntos discutidos lá me parecem ótimos para serem discutidos em aberto nos blogs, mas acabam ficando esquecidos no arquivo do Yahoo Grupos.

O exemplo mais recente é a discussão sobre “Como dizer pra sua família que você é ou pretende ser problogger”, colocada pelo Rafael Silva do Futilidade Pública. Depois de dezenas de e-mails de discussão, o José Antonio fez uma brincadeira sagaz sobre o assunto, todo mundo gostou, e aí sim que foi colocado o primeiro post em um blogs, justamente com a brincadeira. Depois disso, mais algumas pessoas, incluindo eu mesmo e o próprio Rafael colocaram algumas considerações sobre o assunto.

Não estou dizendo que a discussão inteira deveria ter sido feita em aberto (embora ache que ela poderia ter sido feita inteiramente em aberto) mas diversos comentários e opiniões bacanas foram perdidos pois ficaram restritos à lista. E, a meu ver, isso se aplica a diversas discussões lá. Como eu mesmo já falei na lista, fica parecendo que a lista é para ajudar a Lista de Discussões da Blogosfera Brasileira, ao invés de ajudar a Blogosfera Brasileira.

Novamente, acho que seria melhor para a blogosfera se a discussão ocorresse na blogosfera. Alguns assuntos mais delicados na lista (e sem sair dela para não se perder aos poucos por aí), outros de caráter e interesse mais geral em aberto. A informação agredece.

- o Carnaval pode servir para alguma coisa.

No meu caso serviu para passar mal, fiquei de cama e, como estava apenas com conexão discada, nem tive ânimo para postar nada. Mas pelo menos alguém fez algo que achei útil. Valeu Leonardo.

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