Arquivo para a categoria Comentários e Blogroll
Janeiro 23, 2008
O Paulo Polzonoff escreveu um ótimo apanhado de pensamentos sobre o tema “Por que, afinal, lemos?” Deixei um comentário dizendo que precisaria ler mais algumas vezes o texto para pensar em comentar e qua talvez nem comentasse. Aí veio o Paulo e disse algo interessante:
…nem é necessário comentar. Taí uma das (muitas) coisas nocivas da internet: as pessoas perderam o costume de só ouvir, pensar… e esquecer…
Ele tem muita razão. Quando eu disse que talvez nem fosse comentar, eu estava querendo dizer que, a meu ver, a idéia estava completa, sem necessidade de outra informação ou argumentação. Isso porque o texto parece realmente uma coleção de pensamentos e opiniões sobre aquele assunto. Não há indagação para o leitor participar; embora perguntas sejam feitas, são perguntas “internas”, para a continuação do pensamento, sem necessidade da resposta de alguém para a continuação do raciocínio. Como não havia necessidade de resposta, qualquer comentário (e foram muitos) seria para dar a sua própria interpretação sobre o assunto; e; portanto, seria um post em si.
Gostei do ocorrido e do comentário pois é assim mesmo que me sinto. Acho que comento muito pouco, e ultimamente estava pensando se deveria comentar mais; o que não quero é me sentir obrigado a comentar. O que você mais vê hoje em dia são blogs com posts que possuem pitilhões de comentários que não acrescentam nada ao assunto. Pelo fato da internet dar a opção de expressão para as pessoas, muita gente acha que deve se expressar de alguma maneira, quando, na verdade, o melhor seria pegar a informação (como um desses ponts-pensamento) e digerir internamente.
Muitos gostam de comentar para cumprimentar pela discussão, e não digo que isso não é bom; mas, que tal escrever um post no seu blog sobre o assunto e enviar um trackback? Acho isso muito mais interessante se você realmente quiser contribuir para a discussão.
Um post interessante do Blog Herald - Is Twitter Changing Your News Habits? - pergunta se o Twitter modificou o jeito que as pessoas recebem notícias. O autor comenta que ultimamente recebe a maior parte das notícias via Twitter. Isso funcionaria bem se os interesses das pessoas que sigo fossem diferentes dos meus. Sendo parecidos, o que acontece é que as notícias chegam apenas um pouco mais rápido, assim só tenho que pular o feed quando vou ler no Google Reader.
Obviamente, algumas noticias realmente são notícias, mas não sei se maissss uma fonte de informações é o que preciso. Já me sinto, como muitos, inundado por fontes e montantes diversos de informação. Por essas e outras, resolvi passar algum tempo longe do Twitter. Só estou vendo de vez em quando via web. Sinceramente, fica dificil acompanhar algumas discussões (e é isso que o Twitter está se tornando, uma discussão em grupo - focado, obviamente, em algo importante - o networking). Vamos ver no que dá.
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Janeiro 10, 2008
A Lorelle no Blog Herald diz que tem que comentar mais. Eu também tenho. Embora leia bastante blogs, a maldição do feed rss é muito forte; ou melhor, a maldição do leitor de feeds. Leio um post legal, passo para o outro com um simples movimento do mouse ou do teclado, e todas aquelas idéias de comentários de alguns segundos atrás evaporam como um passe de mágica. O problema é que isso não tem muita solução. Eu abro o feed para o blog muitas vezes, mas aí eu automaticamente volto para o Google Reader e acontece a mesma evaporação citada anteriormente. Seriam os agregadores de RSS inibidores neurais para comentários ou eu sou relaxado mesmo?
Comento mas não invento (muito)
De qualquer maneira, esse post é uma volta aos comentários sobre outros posts em outros blogs, mas feitos no meu blog. Como já disse no meu manisfesto a favor da rastreabilidade da informação na blogosfera, acho essa forma ótima para fazer com que as conversas fluam nesse mar de blogs, ao invés de ficar fechadas em apenas um post. Além do que há a troca de links, que acho uma forma interessante de “premiar” (para quem está preocupado com rankings e coisas do tipo” um bom argumento. Falando nisso, achei muito bótimo o texto do Marmota sobre como comentar comentários. Confesso que tenho um padrão caótico para as respostas, que tem muita a ver com meu estado de espírito no dia que leio o mesmo. Comento no post e envio um email com o mesmo texto, comento no post, e envio um email melhorado, não comento, apenas envio um email, tudo depende. Voltando ao post do Marmota, concordo em gênero, número e grau com as colocações dele sobre os movitos de trabalhar muito comentando por e-mail. No entanto, um dos problemas é que a informação, o debate, que pode talvez itneressar a outros leitores do post, acaba ficando restrita a duas pessoas. Bem não se pode querer tudo.
Brasil conectado… à que?
O Juliano Spyer acha o fato de o brasileiro navegar mais na internet não quer necessariamente dizer que ele está navegando com razões. Concordo plenamente. Consigo visualizar pitilhões de brasileiros sentadinhos na frente de seus computadores….. gastando um tempo danado arrumando seus perfis de orkut, falando bobagens no MSN, procurando pelas fotos peladas da gostosa do momento ou simplesmente tentando entender como funciona esse negócio chamado PC (o tempo jogado fora no Twitter não conta; embora o mesmo cresça exponencialmente, ele ainda se restringe à minúscula categoria de nerds como eu). Como o Juliano comenta, pode ser que ler, que é bom, nada né. Ou melhor, ler algo diferente de miguxês ou português escrito errado. Platão, anyone?
Compatibilidade eletromagnética (ou “desde quando meu bisturi elétrico sintoniza a Jovem Pan?”)
O Silvano, como sempre, presta um serviço à população indicando que celulares podem causar interferências em equipamentos médico-hospitalares. É incrível a gama de histórias que já ouvi de fabricantes e colegas engenheiros clínicos sobre o descaso das pessoas, e mesmo das instituições, com relação à esse problema. Um exemplo clássico é o de médico operando um paciente e atendendo um telefone no meio da cirurgia.
Na verdade, o 1,5 m que o Silvano cita não é realmente válido na prática. O que acontece é que os equipamentos, por força do processo de certificação no Brasil, devem ser ensaiados com relação à compatibilidade eletromagnética. O problema é que, além do fato dos ensaios serem feitos meio nas coxas, a norma utilizada, como toda norma, coloca requisitos mínimos, que na verdade deveriam ser modificados para simular o ambiente real de utilização, mas não são. Portanto, os ensaios não refletem o ambiente atual de campos eletromagnéticos mega-potentes existentes nas cidades do mundo, devido não só a celulares como a outros aparelhos e tecnologias de transmissão (redes wi-fii, por exemplo). O que é necessário, e o posto do Silvano tem essa finalidade, é conscientizar pessoas e instituições do problema.
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Julho 16, 2007
Gostei do post do Cardoso sobre a falta de acompanhamento de comentários feitos em blogs.
Escrevi sobre esse problema há algum tempo no post sobre a rastreabilidade de informação na blogosfera. Minha opinião era, e ainda é, que as conversas deveriam ser feitas mais entre blogs, ao invés de apenas nos comentários (obs.: isto obviamente serve para quem tem blogs, mas quem que deixa comentários com um estilo de conversa hoje em dia sem ser um blogueiro?). Por exemplo, no Repositório, posts com o nome “Comentários e blogroll, xx de xx de xxxx xx-xx-xx” como este aqui servem para fazer comentários de posts de outros blogs, além de obviamente indicar blogs que acompanho (aproveitando a deixa para não ser obrigado a colocar um blogroll, que acho um saco - o meu por exemplo é bem pequeno e estou sempre querendo tirar tudo).
E, portanto, discordo um pouco da opinião do Cardoso. Ele tem razão quando fala que a melhor forma de acompanhar um comentário é através dos feeds rss de comentários, contudo acho que mesmo essa opção peca em algumas coisas, principalmente com relação ao objetivo de todos esse métodos: construir/continuar uma conversação sobre o assunto original na blogosfera. O problema principal, a meu ver, é que essas três opções dependem de uma ação deliberada do leitor para acompanhar um comentário, ou seja, ele tem que visitar o blog novamente, aceitar assinar o comentário por e-mail ou assianr o feed rss do comentário. Não que seja difícil fazer essas três coisas, mas acho que pode ocorrer uma reação natural do leitor contra essa necessidade de ação. Já no caso de um comentar um comentário em outro blog, como ando fazendo, o comentarista só necessita verificar comentários ou trackbacks de seu comentário. Em seu blog. Acho que esse é um dos problemas, quando eu comento algo em outro blog fica parecendo que o comentário é pouco “meu”. Quando comento em meu blog, o comentário com certeza é “meu”. Será que isso é uma questão não resolvida de egocentrismo blogosférico????????
Obviamente a proliferação de comentários apenas em blogs poderia deixar a situação um pouco confusa, mas pelo menos haveria uma maior disseminação do assunto na blogosfera como um todo. E, para finalizar, acho que um os problemas principais é que as pessoas não percebem que seus comentários poderiam ser continuados em uma conversa. Parecem aqueles caras que dão um pitaco em algum assunto só para dizer que estão vivos, ou que só cantam a última palavra de uma música para “acompanhar”.
Mudando de assunto, genial o post do Mário do Apoio Fraterno sobre as outras maravilhas do Rio de Janeiro + pan mix. Pugilismo metropolitano e ginástica no solo são dois dos esportes que mais me impressionaram. Com essas modalidades já dá para realizar um pan-aca-brasileiro (no caso, quase todos somos).
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Maio 23, 2007
Um post sobre gerenciamento de recursos no BrPoint fez-me tomar uma decisão parecida - cortar alguns blogs. No meu caso, vou cortar o www.engenhariabiomedica.com e incorporar o conteúdo atual e futuro no www.eletromedicos.com como uma categoria. Não ando com muito tempo e portanto não tem porque ter tantos blogs ativos (e, diferente do Bruno que parece tentar postar 5 ou 10 artigos por dia, eu nem me dou ao trabalho, o que é ainda pior :-()
Dica interessante do Bruno Godoi - um site que permite à você criar uma instalação personalizada do wordpress, com plugins. Não testei mas a idéia em si parece ótima, ainda mais para os novatos.
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Março 22, 2007
Ótimo post do Líus no Hypercast » Seu blog ajudando no Currículum Vitae
Eu sei que está implícito, mas é sempre bom lembrar: deve ser um site “de qualidade”. No caso de um site que trata da sua área de atuação é muito mais fácil conhecer público-alvo, e portanto saber suas expectativas - por exemplo, você pode pressupor que algo que você gostaria de ler na internet dentro de sua área seria um ótimo assunto para postar!
Outra coisa que acho que vale à pena lembrar, é bom tomar cuidado com o que coloca, mais que o normal. Embora um blog “pessoal” tenha a pretensão de mostrar como você é, a utilização de um blog como marketing pessoal/currículo pressupõe que você mostre o “melhor” de você. Além disso, se forem informações técnicas, as pessoas podem querer agira em cima delas, e a infomação não for boa, sua imagem vai para o beleléu!
O Bender colocou uma Foto do 1º Barcamp de São Paulo, que ainda vai acontecer neste final de semana. Vamos esperar que seja um bom presságio para o que vai acontecer (obviamente trocando os pimpolhos pela pessoal que efetivamente vai participar).
A blogagem coletiva “Não ao preconceito“, promovida pelo Lino Resende, foi, a meu ver, um sucesso. Obrigado ao Mário pelo convite.
O Saulo Leonardo do BlogueIsso deu uma dica muito boa sobre um blog que não usa texto, apenas conjuntos planos cartesianos para transmitir suas idéias. Esse tipo de descoberta sempre me enche des esperança de que ainda há vida inteligente de blogsfera. Com tanto blogs iguais, daqui a pouco a novidade vai ser ter um blog estático :-))). Mas essas iniciativas inovadoras ainda mantém a chama viva.
Orivaldo, acho que, além de ser possível o Google já domina a internet. Quando uma empresa não sabe onde gastar o dinheiro que fatura, com certeza está em uma posíção líder de mercado. E o marcado do Google parece ser a internet como um todo. E, sinceramente, você fez um bom questionamento sobre a privacidade, mas se parar para pensar, o fenômeno Google também está mudando a concepoção das pessoas sobre privacidade. Hoje em dia já dá para você procurar no Google pelo nome das pessoas e conseguir algumas informações. Informações sobre qualquer um sempre forma possíveis de serem encontradas, mas o que a internet e o Google fizeram foi facilitar a busca. Hoje em dia, ser “encontrável” (boa idéia par um post) é uma característica que as pesoas buscam, ou deveriam, a meu ver, buscar. E não é possível encontrar alguém sem possuir informações sobre o indivíduo. Bem, isso foi apenas um brainstorming de idéias a respeito do seu post, nada muito pensando. Fim.
Gilberto, embora eu me encaixe perfeitamente na descrição do trabalhador geek (e meu chefe sabe que sou assim e me dá bastante liberdade por esse motivo) essa separação entre trabalhadores normais e geeks (e qualquer outro tipo) é complicada pois a maioria dos empregos necessita de uma certa rigidez no desempenho; por exemplo, um trabalhador de “chão de fábrica” que precisa montar uma parte de alguma coisa em forma sincronizada para que os outros a completem. Acho que essa “produtividade geek” é boa para trabalhos que podem se aproveitar das características geeks. E isso não inclui a maioria dos tipos de trabalho. Além disso, abrir sua prórpia empresa é sempre uma solução, mas aí teria “empresa geek” demais no mundo :-)). Uma coisa que planejo para o futuro, e que encaixa perfeitamente a meu ver, é o trabalho de consultoria, nas mais variadas áreas.
Finalmente, “pérolas” de vestibulares nunca são demais. O Panorama, do Mário, tem mais algumas aqui e aqui. Só para citar uma:
O coração é o único órgão que não deixa de funcionar 24 horas por dia.
Depois dessa, chega por hoje.
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Março 12, 2007
O Bruno Alves veio com mais um dos seus posts interessantes, dessa vez reclamando da utilização errônea do conceito de SEO - leiam o post em :http://www.brpoint.net/arquivo/seo/seo-nao-confunda-alhos-com-bugalho s.html.
Sinceramente, acho que esse é só mais um reflexo da atual onda de “blogagem por dinheiro” que assola o país, um monte de gente entra nesse universo sem conhecer patavinas e dissemina conceitos errados para outras pessoas que também não entendem patavias e aí sim o blog funciona como um blog, disseminando patavinas de maneira viral. Mas, pelo que percebi do post, a crítica vai além de novatos, incluindo também outras pessoas com conceitos pré-concebidos, aqueles que acham que agora, por serem mais experientes, deixaram de entender patavinas, mas que na verdade agora só entendem vinapatas. De qualquer maneira a crítica têm, a meu ver, um grande fundamento, principalmente para mim, pois minha opinião atual é que as coisas na blogosfera andam caminhando para um tom perigosamente supérfluo, onde as pessoas passam por cima da teoria das coisas por diversas razões, como falta de conhecimento de determinados assunto, ou mesmo por preguiça de ir procurar a fonte, ou mesmo pois acha que teoria não adianta, o que vale é a prática.
Eu sou uma pessoa que adora teorias, com certeza por causa de meu background mais para o lado acadêmico, e isso pode estar nublando minha percepção, mas quando todo mundo é especialista em “tecnologia” e nem se dá ao luxo de pelo menos ir no dicionário e ver que tecnologia significa
teoria geral e/ou estudo sistemático sobre técnicas, processos, métodos, meios e instrumentos de um ou mais ofícios ou domínios da atividade humana (p.ex., indústria, ciência etc.)
e que portanto qualquer coisa pode ser tecnologia, há algo errado porque não dá para todo mundo ser especialista em tudo. Pior ainda quando acham que tecnologia é falar da internet. Bleargh.
Só lembrando novamente, quem gosta de “tecnologia” - e lá é tencologia mesmo pois pode-se falar de tudo, embora internet seja um dos focos - e está em São Paulo ou pode vir para cá, deveria participar do Barcamp Sampa. maiores informações no site do evento - e corra pois as vagas estão acabando, neste momento faltam apenas 23 lugares!
O Mário, do Apoio Fraterno, fez um ótimo post comentando a falta de educação do povo brasileiro ante a visita do Bush ao Brasil. Mais um exemplo, a meu ver, da pequenez deste país. Para os que adoram reclamar do imperialismo americano, e não sou um deles, acho que bater com luva de pelica seria dar a melhor recepção possível, mostrando porque o brasileiro é um povo mais alegre, menos imperialista e revanchista cque os americanos. Ao invés disso, sou obrigado a ver desfilando em passeata pela Av Paulista patricinhas com a bandeira da CUT reclamando da guerra do Iraque, país que a maioria nem deve saber onde fica, pois no exteror só conhecem um lugar que começa com Disney e termina com Lândia, isso quando conhecem - e não, eu nunca viajei ao exterior, só para o Paraguai, que é quase um estado do Brasil. Pelo menos havia - como sempre - uma protestante pelada com tinta guache que quase foi presa. Esse tipo de coisa sempre se pode esperar do país das bundas.
O Leonardo do Blogueisso também colocou no ar um post-reclamação, comentando que a esquerda brasileira não dá um pio sobre os assunto de corrupção do país mas faz um escarcéu sobre problemas de ouros países. Frase emblemática:
Pessoal, nosso Afeganistão é aqui.
Na minha opinião, Leonardo, você está corretíssimo. Agora só falta os Estados Unidos invadirem o Brasil para botar ordem na cadasa. Mas acho que nossos aiatolás são tão malucos que nenhum americano se atreveria a pôr os pés aqui. Decapitação, aqui, seria o menor dos problemas. Ah,e adorei o Bush-pateta.
O Gustavo do Clique Aqui colocou em um post um link para uma preciosidade, uma versão em português do Mit Open Courseware, uma iniciativa para colocar todo o material de seus cursos em versão online. Claro que ainda não tem todo o material em português, mas qualquer iniciativa do tipo já é muitíssimo válida. Apenas um comentário Gustavo, esse programa não foi lançado agora, já existe há um bom tempo, desde 2001, por isso, inclusive, que há uma fartura de material. Mas com certeza é o paraíso das pessoas que querem se educar por conta própria.
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Março 5, 2007
O Gilberto fez um resumo do post do Cardoso sobre não utilizar o Adsense e colocou o sugestivo título de “Como se tornar um Problogger, por Carlos Cardoso“. Gostei bastante do resumo, mas acho interessante notar que o o “roteiro” serve para qualquer um que quiser ganhar dinheiro com blog, não apenas para aqueles que querem viver apenas disso (tornando-se os famigerados “probloggers” :-)). Prefiro olhar para o post como um roteiro de como estabelecer, utilizando a experiência de quem já passou por isso, um blog a longo prazo, com chances de retorno financeiro. De qualquer maneira, vale à pena ler o resumo do Gilberto, parabéns.
Nessa mesma conversa, o Rafael discordou do Cardos citando o exemplo de um amigo não-revelado que criou um blog (após ver a boa experiência do Rafael) e já está ganhando US$2 por dia após uma semana de funcionamento do blog! Parece ótimo, mas sinceramente acho que o Rafael está esquecendo suas próprias lições. Ele mesmo já disse que um dos motivos que acha que seu blog é rentável é porque ele existe há mais de 2 anos. E isso, a meu ver, é algo que realmente conta. Além de outros fatores. Nunca vi um negócio onde é possível ter certeza da rentabilidade em apenas uma semana. Claro que um bom começo é melhor que um começo ruim, mas a maioria dos blogs têm um começo ruim, isso é fato. O próprio funcionamento dos esquemas de monetização (leia-se principalmente Adsense, no Brasil) pressupõe que haja um tempo de “acomodação” do blog até que ele entre em “regime”.
Falando em Adsense, não gosto muito dele, pois acho que sua forma de funcionamento faz com que a maioria do rendimento venha dos chamados “pára-quedistas” que acham seu site sem querer por causa do Google e de alguma combinação de palavras-chave. A meu ver, um negócio que não sabe quem é seu público-alvo é, no mínimo, esquisito. Nesse sentido, achei bem interessante este post do JohnTP.com - Making Money from A Blog pois ele tenta mostrar que os blogueiros não deveriam depender tanto do adsense - além de mostrar de forma aberta os rendimentos de alguns blogueiros conhecidos ao longo do tempo. Não sei se serve para o Brasil (as outras fontes de remuneração citadas são mais eficazes, no geral, para um site em inglês) mas acho uma ótima leitura mesmo assim.
Ainda gravitando em torno desses assuntos, o Sahir do Conceptualist postou sobre o futuro dos blogs (The Inevitable Future of Blogs), citando que jornais, rádio e televisão passarm por diversos modelos de rendimento e chegaram ao modelo de assinaturas; ele acha que blogs também irão para esse modelo. O Scott no Blog Herald postou um comentário sobre o post do Sahid, Could Blogging Adopt A Paid Content Business Model?, que vale à pena ser lido. Minha opinião? Acho difícil um modelo de blog pago dar certo, principalmente no Brasil. Além do fato das pessoas não gostarem muito de pagar, vida nossa alto ranking na pirataria mundial, pagar por conteúdo significa ter conteúdo, e não vejo ainda na blogosfera nacional conteúdo que vale à pena ser pago. Claro que sempre pode-se falar que existem fóruns pagos, mas fóruns são bem diferentes de blogs, e nem vou entrar no mérito.
Além disso, embora ache que blogs não diferem tanto assim de outros negócios quanto alguns quererm fazer crer, ainda não consegui encaixar corretamente um blog nos modelos de negócios mais comuns (mas aí poderia ser imcompetência minha). Mais opiniões sobre essa discussão no Problogger.
Para finalizar, vi em algum lugar um site bem interessante onde não existem links, a navegação é feita de forma intuitiva com o moude sem usar cliques (e se você clicar pode ajudar na pesquisa do Instituto para Pesquisa Interativa dizendo porque clicou). Segue o link e divirta-se: http://www.dontclick.it/
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Março 5, 2007
Resolvi fazer algo um pouco diferente, ao invés de ficar apenas fazendo comentários e colocar uma lista de blogs que recomendo - blogroll - na barra lateral, vou começar a fazer um post com comentários e com uma lista de posts que recomendo. Estou tentando ajudar na minha “Cruzada a favor da rastreabilidade da informação na blogosfera brasileira“. Pois, se eu não fizer, porque alguém iria fazer???
Bem, o Marketing de Busca é referência sobre SEO. Parabéns ao Paulo por seu bom trabalho e pelo reconhecimento. O que eu mais gosto no site dele é que ele consegue falar de SEO sem ficar restrito ao papinhos de sempre, colocando diversas informações úteis sem cair na mesmice. Recomendado!
O Cardoso veio com mais um texto para a “enxurrada de blogueiros que acham que vão ficar milionários com seu blog” em Faça um favor a si mesmo: Esqueça o AdSense. Ainda acho que faltou um “..por enquanto!” no título, mas com certeza o impacto e o despertar de curiosidade no leitor é maior como está. Mas que é contraditorium, é.
A Lorelle está finalizando seu “mês dos plugins para wordpress” e colocou um post com plugins “diferentes”. Quer dar dicas de jogos de cartas em seu blog, mas não sabe como mostrar cartas nele de forma simples? Existe um plugin chamado “Playing Card Hands Wordpress Plugin for Displaying Cards”. Você pode ler sobre esse e outros no site da Lorelle, Odds and Ends WordPress Plugins You Must Know About « Lorelle on WordPress
O Blog Herald traz um link para uma pesquisa que concluiu que dois terços dos leitores lêem blogs por diversão: Blog readers are loyal, likes to be entertained at The Blog Herald.
Engraçado notar que a pesquisa também foi feita em espanhol, e os resultados foram parecidos. Por isso poderíamos dizer que ela também se aplicaria aos brasileiros? Leia e tire suas próprias conclusões!
O Copyblogger fez um post sobre os 5 erros mais comuns - em inglês - que podem fazer você parecer um idiota : 5 Common Mistakes That Make You Look Dumb. Ótimo para quem escreve ou pretende escrever em inglês. Aqui no Brasil também ocorrem muitos erros gramaticais, e não estou falando de miguxas. Por exemplo, trocar “há” por “a” ou “á” é o que vejo com mais frequência. Esse tipo de erro claramente não é de digitação, e sim de falta de entendimento da língua - e não que eu não erre, mas tem gente que abusa. E concordo com o Copyblogger, sempre que vejo erros desses eu acho que o autor é idiota, pois dói nos meus olhos. Outro que me lembro e que me irrita bastante: trocar “mas” por “mais”. Vou fazer um post sobre livros que um blogueiro deveria ler e colocar uma gramática como leitura obrigatória :-))).
Vi no Weblog Tools Collection » Top 6 Most Prolific Bloggers. O post original está aqui:
Top 6 Most Prolific Bloggers - 1000 posts or more - looking for the top 100. Para quem não lê inglês ou não sabe o que é prolífico - prolífico é alguém que produz em grande quantidade - o post pergunta aos leitores quem já possui mais de 1000 posts em seu blog, para fazer um TOP 100. O Weblog Tools Collection tem 2113, o Darren Rowse do Problogger tem mais de 3200, o Medical Weblog tem 6283, e assim vai. Acho que dá para fazer aqui no Brasil para ter uma idéia - mas sem colocar a limitação mínima de 1 posts!!!
As perguntas feitas no post original:
1- Título do blog
2 - Link
3 - Número de posts?
4 - Quem é você?
5 - Onde você está?
6 - Você escreve sobre o quê?
7 - Há quanto tempo você escreve em seu blog?
Minhas respostas
1 - Título do blog: Repositório
2 - Link: http://www.marceloantunes.com
3 - Números de posts e comentários: 48 posts, 58 comentários.
4 - Quem sou eu? Marcelo Antunes
5 - Onde estou? São Paulo, capital
6 - Sobre o que escrevo? Assuntos diversos, no geral voltado para blogs - por enquanto.
7 - Há quanto tempo escrevo no blog? Voltei a escrever nesse blog há 40 dias.
Se quiser participar, deixe um comentário aqui ou no seu blog!
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